29/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC1i - Estudos sobre ocorrência de câncer |
24635 - ANÁLISE DA INCIDÊNCIA DE CÂNCER ORAL NO MUNICÍPIO DE CAMPINAS JULIANA NATÍVIO - PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS, MARIA DO CARMO FERREIRA - PREFEITURA MUNICICPAL DE CAMPINAS
Apresentação/Introdução O câncer oral tem grande importância epidemiológica não só por apresentar alta morbidade e mortalidade, como também por seus principais fatores de risco serem conhecidos e passíveis de controle. O conhecimento da incidência e do perfil epidemiológico dos casos é imprescindível para realização de programas de detecção precoce e tratamentos oportunos para minimizar este problema de saúde pública.
Objetivos Analisar a incidência do câncer oral nos residentes de Campinas através dos dados obtidos no Registro de Câncer de Base Populacional (RCBP), bem como descrever características dos casos relativas ao sexo, cor, faixa etária, topografia e morfologia das lesões.
Metodologia Estudo transversal que usa os dados secundários produzidos pelo RCBP de Campinas, nos anos de 2010 e 2011. Foram considerados como casos todos os que tiveram diagnóstico de neoplasia maligna com topografia primária na cavidade oral (C00-C10) no período selecionado. A incidência foi calculada e padronizada pelo método direto usando a população do Brasil em 2010. Para análise descritiva das características epidemiológicas foram usados dados relativos ao sexo, faixa etária, cor da pele/raça, localização da lesão e morfologia e extensão da doença.
Resultados No biênio de 2010/2011 foram notificados 254 casos de câncer na cavidade oral no município de Campinas. Destes 195 são do sexo masculino (76,8%) e 59 do sexo feminino (23,2%). A incidência no biênio foi de 17,9/100 mil para homens e de 4,9/100 mil para mulheres. A faixa etária de maior ocorrência de número de casos foi na faixa de 50 a 59 anos nos homens (30,3%) e de 80 anos ou mais nas mulheres (25,4%). A ocorrência das lesões foi maior em pessoas brancas (59,85). Nos homens, a topografia mais prevalente foi a orofaringe (24,9%) e nas mulheres foi a língua (18,8%). Com relação ao tipo morfológico as lesões mais prevalentes correspondem aos carcinomas espinocelulares (70,5%).
Conclusões/Considerações É inegável a importância do perfil epidemiológico para possibilitar programas de prevenção e detecção precoce mais assertivos. A incidência no período foi bem próxima das estimativas feitas para o Brasil. Um achado relevante foi a alta incidência nos homens com menos de 60 anos, faixa etária que não é prioritária na campanha de prevenção realizada pelo município, fato que pode induzir mudanças como ampliação do grupo etário alvo das campanhas.
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