29/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC1i - Estudos sobre ocorrência de câncer |
24651 - SOBREVIVÊNCIA 5 ANOS APÓS DIAGNÓSTICO DE CÂNCER DE PULMÃO TAUANA PRESTES SCHMIDT - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC, IONE JAYCE CEOLA SCHNEIDER - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC, CAMILA THAÍS ADAM - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC
Apresentação/Introdução O câncer de pulmão tem sido um dos mais comuns durante décadas, e se classifica entre os mais agressivos. É mais comum em homens, mas esse número tem se igualado com a epidemia de tabagismo entre as mulheres, que é a principal causa de câncer de pulmão. Estima-se o aumento da incidência mundialmente, que em geral são diagnosticados de forma tardia, apresentando pouca chance de sobrevivência.
Objetivos Estima a probabilidade de sobrevivência em 5 anos de pessoas diagnosticadas com câncer de pulmão, no período de 2008 a 2010, residentes em Florianópolis e registradas na base de dados RCBP.
Metodologia A partir do relacionamento probabilístico dos dados do Sistema Brasileiro de Informação sobre Mortalidade, de 2008 a 2015, baseados na declaração de óbito, e dos Registros de Câncer de Base Populacional de Florianópolis, no período de 2008 a 2012. Utilizando o software OpenRecLink que permite regras de associação entre as duas tabelas, foi possível a criação de uma coorte histórica para estimação da sobrevivência pelo método de Kaplan-Meier, 5 anos após o diagnóstico. Também foi estimado o risco de óbitos pela Regressão de Cox. As análises foram realizadas no Stata SE 11.0.
Resultados Foram diagnosticados 608 casos de câncer de pulmão no período de estudo, 460 (75,7%;IC95%:72,1-78,9) foram a óbito. O sexo masculino representou 62,0%(IC95%:58,1-60,0) dos casos, 38,1%(IC95%:34,2-42,0) tinham 70 anos ou mais, 90,3%(IC95%:87,7-92,4) eram brancos, 58,7%(IC95%:54,7-62,6) tinham companheiro, 38,2%(IC95%:34,4-42,1) tinham nível fundamental de escolaridade, e 53,6%(IC95%:49,6-57,6) dos casos eram metastáticos. Ao final do acompanhamento a probabilidade de sobrevivência foi de 23,8%(IC95%:20,5-27,3). A escolaridade mostrou-se como fator independente de sobrevivência, no qual ter ensino médio ou superior reduziu a probabilidade de óbito em até 70% comparado com os analfabetos.
Conclusões/Considerações A probabilidade de sobrevida do câncer de pulmão ainda é baixa, o fator escolaridade se mostrou estatisticamente significativo, evidenciando maior risco de ir a óbito indivíduos de baixa escolaridade, privação socioeconômica e educacional, que resulta da falta de orientação sobre os malefícios do tabaco e a necessidade de ações preventivas e educacionais para o controle do tabagismo, fortalecimento e cumprimento de políticas públicas.
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