Comunicações Orais Curtas

29/07/2018 - 08:00 - 09:50
COC1i - Estudos sobre ocorrência de câncer

25364 - TENDENCIA TEMPORAL DE MORTALIDADE POR CÂNCER DA PRÓSTATA NO BRASIL E REGIÕES: UMA ANÁLISE IDADE, PERÍODO E COORTE
SONIA FARIA MENDES BRAGA - UFMG, MIRIAN CARVALHO DE SOUZA - INCA, MARIANGELA LEAL CHERCHIGLIA - UFMG


Apresentação/Introdução
Na década de 1980 ocorreu um aumento das taxas de mortalidade por câncer de próstata na nos países mais desenvolvidos. Contudo, a partir da década de 1990, ocorreu um decréscimo das taxas de mortalidade nesses países, resultado relacionado a detecção precoce dessa neoplasia. No Brasil, observou-se uma tendência de crescimento das taxas de mortalidade desde a década de 1980 até a década atual.


Objetivos
Descrever a tendência da mortalidade por câncer de próstata no Brasil e regiões geográficas (Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste) entre 1980 e 2014 e analisar a influência da idade, período e coorte sobre as taxas de mortalidade.


Metodologia
Estudo de série temporal utilizando dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As taxas brutas, específicas e padronizadas por idade por 100.000 homens (população padrão Segi) foram calculadas de 1980 a 2014 no Brasil e regiões. O número redistribuído de mortes por câncer de próstata e a população masculina foram computados para construir o modelo idade-período (modelo APC). A idade de 50 a 80 anos ou mais e o período de 1980 a 2014 foram agrupados em intervalos quinquenais. As coortes de nascimento iniciaram em 1897 até 1960. A análise APC estimou os efeitos da idade, período e coorte de forma independente sobre as taxas.


Resultados
As taxas de mortalidade brutas e padronizadas mostraram uma tendência ascendente para o Brasil e regiões para 1980-2014, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Os efeitos da idade mostraram um risco aumentado de morte nas idades acima de 60 anos e mais, especialmente no Sul e Sudeste. Os efeitos do período mostraram maior risco de morte, entre os períodos estudados, nas regiões Norte e Nordeste. Os efeitos da coorte mostraram que o risco relativo (RR) de morte foi maior para as gerações mais jovens (1925-1960) do que as mais velhas (1897-1920).


Conclusões/Considerações
O aumento das taxas de mortalidade por câncer de próstata no Brasil e suas regiões deveu-se principalmente ao envelhecimento da população. As diferenças nas taxas de mortalidade por idade padronizada e específica e os efeitos da idade-período-coorte sobre as taxas de mortalidade no Brasil e regiões estão relacionadas às diferenças socioeconômicas e demográficas e, principalmente as desigualdades no acesso e utilização dos serviços de no País.

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