29/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC1i - Estudos sobre ocorrência de câncer |
26968 - A PREVENÇÃO DO CÂNCER DO COLO UTERINO NO ESTADO DE PERNAMBUCO: UM ESTUDO DE SÉRIE TEMPORAL DEISE MARIA DA CONCEIÇÃO SILVA - UFPE, ADRIANA FALANGOLA BENJAMIM BEZERRA - UFPE, ANTONIO FLAUDIANDO BEM LEITE - UFPE, KEILA SILENE DE BRITO E SILVA - UFPE
Apresentação/Introdução No Brasil, o câncer no colo do útero é o segundo tipo de câncer de maior incidência e a segunda causa de morte por câncer entre as mulheres. Contudo, apresenta maior potencialidade de prevenção e cura desde que diagnosticado precocemente, sendo uma doença de evolução lenta, com etapas delimitadas e facilidade na detecção de alterações na fase inicial, favorecendo um tratamento eficaz.
Objetivos Considerando a magnitude do câncer no colo do útero o presente estudo teve como objetivo analisar o acesso ao exame preventivo para o câncer de colo do útero no estado de Pernambuco, no período de 2002 a 2015, por meio da cobertura do citopatológico.
Metodologia Estudo quantitativo que utilizou o indicador avaliativo: relação entre o número de exames citopatológicos do colo do útero em mulheres de 25 a 64 anos, em determinado município e ano, tendo como denominador a população feminina de 25 a 64 anos, no mês local e ano/3, sendo utilizados dados do SIA, para o numerador, e do IBGE (população estimada), para o denominador. A tabulação foi realizada no Tabnet, exportados e processados no Excel no qual foram calculados coeficiente de inclinação de tendência temporal da reta de regressão e o teste de significância (Teste F) para todo o estado. Para as análises foram geradas gráficos e mapas temáticos, utilizando o software Terraview 4.2.2.
Resultados Entre 2002 e 2004 observou-se um indicativo de apenas 20% de cobertura. Ao longo dos anos analisados ocorreu um aumento constante nesta porcentagem, atingindo seu maior percentual (60%) no triênio de 2008 a 2010. Entretanto, a partir deste ponto há um declínio de cobertura que retrocede a 50% e permanece assim até o último biênio estudado (2014 a 2015). Em relação à cobertura por região de saúde, observa-se uma discrepância entre as regionais. Nos primeiros triênios as médias regionais estiveram equiparadas com a estadual, contudo, a partir do terceiro triênio, começa uma grande diferenciação atingindo a máxima acima de 80% e a mínima abaixo de 20%.
Conclusões/Considerações A cobertura do citopatológico abaixo do preconizado é preocupante, considerando que a cobertura entre 80 e 100%, associado a uma rede organizada, articulada e descentralizada, possibilita a redução de 60 a 90% do câncer invasivo. Desta forma, fica evidente a necessidade de estudos que investiguem os fatores que influenciam este cenário para nortear a tomada de decisão no desenvolvimento das ações.
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