28/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC1g - Pesquisa em DCNT 2 |
21624 - CARTOGRAFIAS E ITINERÁRIOS TERAPÊUTICOS DE PESSOAS VIVENDO COM DOENÇAS CRÔNICAS DALMARA FABRO DE OLIVEIRA - UNISINOS, JOSÉ ROQUE JUNGES - UNISINOS
Apresentação/Introdução As doenças crônicas se apresentam de forma persistente exigindo cuidados contínuos e integrados que envolvem a rede de saúde, os familiares, os pacientes, pois as restrições e mudanças impostas na vida das pessoas ocasionam uma ruptura em sua biografia. Além disso, os itinerários terapêuticos dos sujeitos demonstram momentos de resistência ao enquadramento biopolítico proposto pelos profissionais.
Objetivos A pesquisa objetiva cartografar os itinerários terapêuticos de pessoas na busca de cuidado das doenças crônicas e analisar as suas formas de subjetivação frente as estratégias biopolíticas propostas pelos profissionais.
Metodologia Como metodologia, a pesquisa se define como qualitativa e cartográfica. O local é o sistema de saúde de Sapucaia do Sul/RS, que indicou quatro equipes da ESF para que estas indicassem dois doentes crônicos, cada uma, acometidos de diabete e/ou hipertensão arterial, com grave cronicidade, alto uso da rede de atenção, mas com autonomia e capacidade comunicativa. Foram entrevistados em profundidade, oito pacientes sobre dados do cotidiano e histórico da doença, com o intuito de traçar o mapa e o diagrama do percurso terapêutico de cada um deles, acrescidas com anotações do diário de campo.
Resultados A pesquisa está em andamento, mas, na análise das entrevistas realizadas percebeu-se a multiplicidade de espaços percorridos pelos sujeitos em busca de cuidado, desde as ESFs, em grupos de hipertensos e consultas médicas, até hospitais gerais, clínicas particulares e igrejas. Quanto às mudanças relatadas pelos sujeitos em suas vidas é frequente a queixa da falta de condições financeiras para arcar com os custos da doença, ao exigir uma alimentação diferenciada e, o uso de medicação que a rede, em muitos casos, não fornece. Referente as formas de enfrentamento e subjetivação, observou-se tanto a negação em considerar a doença, quanto a tomada de uma identidade diferenciada frente a ela.
Conclusões/Considerações A pesquisa buscou evidenciar quem são os sujeitos da doença, quais as estratégias de enfrentamento, os impactos das doenças crônicas na sua existência e os caminhos percorridos na busca de cuidado. Considerar os itinerários terapêuticos implica potencializar os sujeitos para que se apropriem de seu cuidado. Por isso sugere-se a criação de dispositivos de subjetivação que os empodere na participação e construção desses itinerários.
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