28/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC1g - Pesquisa em DCNT 2 |
23057 - AMBIENTE PERCEBIDO E A REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES FÍSICAS DAS PESSOAS COM E SEM DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS USUÁRIAS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NO INTERIOR PAULISTA PAULA PARISI HODNIKI - USP, CARLA REGINA DE SOUZA TEIXEIRA - USP, MARIA TERESA DA COSTA GONÇALVES TORQUATO - USP, SINVAL AVELINO DOS SANTOS - UNIP, MARIA LÚCIA ZANETTI - USP, JENNIFER VIEIRA PASCHOALIN MARQUES - USP, THAINÁ FERREIRA DE TOLEDO PIZA - USP
Apresentação/Introdução Abordagens em intervenções para o aumento da prática de atividades físicas (AF) como fator de proteção às doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e suas complicações, dependem do conhecimento sobre as características dos moradores e do bairro, que influenciam o impacto na saúde, onde é importante a promoção através de programas que considerem variáveis relacionadas ao ambiente físico e social
Objetivos O objetivo foi analisar o ambiente percebido e a realização de AF no lazer e transporte das pessoas usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS) no interior paulista, com e sem DCNT.
Metodologia Estudo descritivo observacional, transversal, quantitativo. A AF foi avaliada pelo International Physical Activity Questionnaire versão longa, domínio nas AF de lazer e transporte, classificados segundo a recomendação de prática de pelo menos 150 minutos de AF moderada ou 75 minutos e AF vigorosa por semana. O ambiente foi avaliado segundo a escala adaptada Neighborhood Environmental Walkability Scale recomendada para avaliar a percepção do ambiente para a prática de AF. Utilizamos escores a partir do agrupamento de itens da escala sobre a percepção do ambiente. Estudo aprovado, nº 1.875.599, e parceria com o Programa de Aprimoramento Multiprofissional em Hipertensão e Diabetes da cidade.
Resultados No ano de 2017, foram avaliados 299 com e 155 sem DCNT usuários do SUS de Ribeirão Preto-SP/Brasil, maioria do sexo feminino, com menos de 60 anos, casados, assalariados, escolaridade entre ensino fundamental incompleto e ensino médio completo, classe econômica C. São ativos no transporte 23,1% e ativos no lazer 16,7%. Dos escores do ambiente, maioria considera a acessibilidade, segurança no trânsito, apoio social e poluição geral entre ruim e regular. Na comparação entre os grupos de pessoas com e sem DCNT, não encontramos diferenças significativas na prática de AF. Em relação à percepção do ambiente, quem apresenta DCNT percebe mais quantidades de acessos a conveniências.
Conclusões/Considerações Estratégias devem considerar pessoas com condições crônicas, com análises que compreendam as diferentes formas de percepções do ambiente à medida que os indivíduos apresentam uma determinada condição de saúde, em diferentes contextos ambientais e sociais, contribuindo para melhor elaboração de futuras intervenções para a o incentivo à prática de AF da população usuária do SUS.
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