27/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC12a - Infecções congênitas: zika e sífilis |
27005 - RELAÇÃO DA SÍFILIS CONGÊNITA COM INDICADORES SOCIOECONÔMICOS E DE SERVIÇOS DE SAÚDE: UMA AVALIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM MAIS DE 100 MIL HABITANTES ANA KARLA BEZERRA LOPES - UFRN, MARIA QUITÉRIA BATISTA MEIRELLES - UFRN, KENIO COSTA DE LIMA - UFRN, MARIA ÂNGELA FERNANDES FERREIRA - UFR
Apresentação/Introdução A sífilis representa um sério problema de saúde pública, sendo a doença de transmissão materno-fetal com maior incidência no mundo. No Brasil, quase 80% dos casos de sífilis congênita ocorrem nos municípios com mais de 100 mil habitantes. A compreensão da dinâmica da doença nessas populações pode auxiliar intervenções mais adequadas para interromper a cadeia da transmissão vertical da sífilis.
Objetivos Avaliar a relação da sífilis congênita (SC) nos municípios brasileiros com mais de 100.000 habitantes com indicadores socioeconômicos e de serviços de saúde, no período entre 2007 e 2013.
Metodologia Estudo ecológico que avaliou os casos de SC notificados no SINAN pelos municípios com mais de 100.000 habitantes, entre 2007 e 2013. O coeficiente de correlação de Pearson avaliou a correlação do coeficiente de detecção da SC com os indicadores IDHM, desemprego vulneráveis à pobreza, GINI, mulheres de 10 a 17 anos que tiveram filhos, analfabetismo, mulheres pretas, nascidos vivos com 7 ou mais consultas de pré-natal, cobertura das equipes de AB, população cadastrada na ESF, cobertura dos planos de saúde entre mulheres em idade fértil, gestantes com pré-natal no 1º Trimestre de gestação, gestantes com menos de 20 anos, coeficiente de detecção da sífilis em gestantes entre 2007 e 2013.
Resultados Entre 2007 e 2013 foram notificados 38.533 casos de sífilis congênita nos municípios brasileiros com mais de 100.000 habitantes. Entre os 14 indicadores na análise de correlação de Pearson (r), nascidos vivos com 7 ou mais consultas de pré-natal (r = -0,264) foi o único relativo aos serviços de saúde com r significativo. Entre os indicadores socioeconômicos foram significativos o IDHM (r = - 0,151), Índice de GINI (r = 0,166), percentual de vulneráveis a pobreza (r = 0,218), percentual de mulheres pretas (r = 0,255), taxa de desemprego (r = 0,286), percentual de mulheres de 10 a 17 anos com filhos (r = 0,256), taxa de sífilis em gestantes (r = 0,480) apresentaram correlação significativa.
Conclusões/Considerações Apesar das fracas correlações, a influência dos fatores socioeconômicos deve ser levada em consideração como uma causa do difícil combate factual da doença. O mesmo deve ser considerado sobre o pré-natal, visto que é um bom indicador de saúde das gestantes e tem papel chave no enfrentamento da SC. Logo, uma efetiva forma de enfrentamento seria associar a melhoria da qualidade e cobertura dos serviços de saúde com a redução de iniquidades sociais.
|