27/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC12b - Tuberculose |
25309 - PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE DOENTES COM TUBERCULOSE ASSISTIDOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE TANIA MARIA RIBEIRO MONTEIRO DE FIGUEIREDO - UEPB, ISLÂNDIA FRANCELINO DE OLIVEIRA - UEPB, ROSIANE DAVINA DA SILVA - UEPB, AGUINALDO JOSE DE ARAÚJO - UEPB, ANA CAROLINE CAVALCANTE DE MENEZES - UEPB, LIVIA MENEZES BORRALHO - UEPB, FERNANDA DARLIANE TAVARES DE LUNA - UEPB, PEDRO VICTOR FARIAS DO NASCIMENTO - UEPB, MARIA RITA BERTOLOZZI - USP
Apresentação/Introdução A atenção primária a saúde (APS), tem papel primordial no desenvolvimento de ações de controle da Tuberculose. Assim é necessário que as autoridades sanitárias conheçam o perfil epidemiológico dos doentes com Tuberculose, em vista o reconhecimento das necessidades e prioridades da população e o desenvolvimento de estratégias que ajudem a ampliar e aperfeiçoar a conduta para com a doença.
Objetivos Descrever o perfil epidemiológico dos doentes com tuberculose assistidos na atenção primaria à saúde.
Metodologia Estudo transversal descritivo-quantitativo realizado em um munícipio do Nordeste Brasileiro. A população do estudo incluiu todos os casos de tuberculose assistidos na atenção primária à saúde e notificados no período de outubro de 2015 a fevereiro de 2017. A coleta de dados foi realizada entre os meses de fevereiro de 2016 a junho de 2017. Os dados foram armazenados em planilhas eletrônica do Microsoft Office Excel e analisados no programa estatístico R (versão 3.2.0) por meio dos cálculos de frequências absolutas e relativas das variáveis. O presente estudo é um recorte de um estudo multicêntrico aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo.
Resultados Foram entrevistados 55 doentes com tuberculose, com predominância do sexo masculino (52,7%), da faixa etária de 18-22 anos (13%), 74,6% sabiam ler e escrever, 38,2% apresentaram renda suficiente, entretanto, 72,7% não trabalhavam. Em relação ao diagnóstico da Tuberculose, 81,8% apresentaram a forma pulmonar. Quanto ao acesso aos serviços de saúde: 98,2% dos doentes gastam menos de 30 min pra se deslocar a UBSF, 42% fizeram uma trajetória em mais de 2 serviços de saúde e 54,5% dos doentes esperaram mais de um mês para obterem o diagnóstico de TB, 74% fizeram tratamento autoadministrado, 74% referiram ser sempre ouvidos pelos profissionais de saúde, e 57 % dos entrevistados nunca receberam visita domiciliar.
Conclusões/Considerações A prevalência da tuberculose no sexo masculino evidência a importância de desenvolver ações alternativas que possa abranger este público. A maioria das pessoas estavam desempregadas o que pode não apresentar recursos necessários para sua recuperação. Ademais, observou-se falhas no papel da atenção primária a saúde: longa distância e itinerário diagnóstico, diagnóstico tardio, tratamento autoadministrado e a maioria não recebeu visita domiciliar.
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