Comunicações Orais Curtas

28/07/2018 - 08:00 - 09:50
COC12f - Educação, assistência e cuidado em doenças transmissíveis 

25712 - INTERFACE ENTRE AS DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS E A ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NO BRASIL
VALDECIR BARBOSA DA SILVA JÚNIOR - UFPE, MARIA TATIANE ALVES DA SILVA - UFPE, DANILSON FERREIRA DA CRUZ - UFPE, JORGIANA DE OLIVEIRA MANGUEIRA - UFPE


Apresentação/Introdução
As Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIPs) destacam-se pelo seu alto potencial de disseminação e transmissibilidade. No Brasil, esse grupo de doenças ainda representa um relevante problema de saúde pública, no qual é marcado por persistências de algumas endemias importantes, como a tuberculose e hanseníase e a reemergência das já superadas como a dengue.


Objetivos
Descrever a evolução das internações e óbitos por DIPs e da cobertura Estratégia de Saúde da Família (ESF) no Brasil, no período de 2006 a 2015.


Metodologia
Trata-se de um estudo descritivo, a partir de dados secundários, disponibilizados nos Sistema de Informação Hospitalar, Sistema de Informação sobre Mortalidade e na Sala de Apoio a Gestão Estratégica. O mesmo adotou como variáveis, segundo localização geográfica e ano: as internações e os óbitos com causa básica o primeiro capítulo do Código Internacional das Doenças (CID-10), que se refere ao grupo das DIPs e a cobertura percentual da ESF. Tais dados foram transformados em indicadores (taxa de internação, taxa de óbito e razão de proporções) e agregados nas grandes regiões do país. A análise se deu através do software Excel, onde os dados foram expressos em tabelas e gráficos.


Resultados
O Brasil demonstrou tendência crescente em relação à cobertura da ESF, a qual atingiu uma cobertura de cerca de 60% em 2015. Em relação à taxa de internação por DIPs/100 mil habitantes a partir de 2010 até 2015, o país apresentou uma redução de 161,1 internações. Em relação à taxa de óbito por DIPs/100 mil habitantes quando comparado o ultimo ano com o primeiro da série histórica, observa-se um acréscimo de 2 óbitos na taxa do país. Em relação à razão média (proporção de óbitos por DIPs/proporção de internações por DIPs), de 2011 a 2015, é possível perceber que aproximadamente 57% das internações por esse grupo de doenças geram óbitos.


Conclusões/Considerações
Mesmo com a considerável expansão da ESF, o principal modelo de Atenção Básica do SUS e que possui as tecnologias em saúde necessárias para a Atenção as DIPs, não houve uma redução nos óbitos por esse grupo de doenças e a taxa de internação se mantém alta. Demonstrando que existe um perfil estacionário de morbimortalidade por DIPs no país e que possivelmente ainda existem dificuldades na Atenção à Saúde a tal grupo de doenças no SUS.

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