27/07/2018 - 13:10 - 14:40 CO12e - Alguns aspectos Epidemiológicos do HIV/AIDS |
28490 - PERFIL DOS PACIENTES EM USO DE ARV E A PREVALÊNCIA DO GÊNERO FEMININO ISABÔ - IAM/FIOCRUZ - PE, JESSYRAYANNE MAYALLE DE OLIVEIRA BARBOSA - FENSG/ UPE, MARIA ISABELLE BARBOSA DA SILVA BRITO - IAM/FIOCRUZ - PE, JÉSSICA EMANUELA MENDES MORATO - FENSG/UPE, LAYS HEVÉRCIA SILVEIRA DE FARIAS - IAM/FIOCRUZ- PE, CATARINA SILVA NUNES - FENSG/ UPE, ALINE CLEMENTE DE ANDRADE - INSTITUTO FEDERAL DE PERNAMBUCO CAMPUS JABOATÃO DOS GUARARAPES, ADRIANA VITORINO ARRUDA - HUOC/UPE, REGINA CÉLIA DE OLIVEIRA - FENSG/UPE
Apresentação/Introdução A temática do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e da AIDS consiste em um grande problema de Saúde Pública. O HIV é um retrovírus que causa no organismo disfunção imunológica crônica e progressiva. O advento do tratamento antirretroviral pode permitir à infecção pelo HIV um caráter de doença crônica, por possibilitar uma manutenção de carga viral indetectável e um curso mais lento da doença.
Objetivos O estudo teve como objetivo identificar o perfil dos pacientes em uso de ARV e a prevalência do gênero feminino e classificar sua adesão à terapia em hospitais de média complexidade da cidade do Recife
Metodologia Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa, desenvolvido em dois hospitais de média e alta complexidade na cidade do Recife. A população foi composta pelos pacientes adultos em tratamento com ARV registrados no Siclom, amostra de 232 sujeitos, entrevistados no período de agosto a outubro de 2014. Para o processo de coleta de dados foi utilizado um questionário validado conhecido como CEAT – HIV, o qual avaliou o grau de adesão ao tratamento, e um segundo instrumento tipo formulário sobre os dados sócio demográficos e clínicos do paciente. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas HUOC/PROCAPE.
Resultados Com relação a idade, 57,8% dos entrevistados possuíam de 40 a 59 anos e 62,5% se autodeclararam da raça/cor parda; a religião predominante foi a católica (40,9%); o grau de escolaridade mais frequente foi ensino médio/superior (42,7%). A maioria (66,4%) tinha renda familiar de 1 a 3 salários mínimos e a doença associadas mais citada foi tuberculose (25,0%). O sexo feminino foi predominante com 63,8% do grupo, atualmente a epidemiologia da Aids no Brasil caracteriza-se pela feminilização. Com relação ao nível de adesão ao tratamento, a maioria dos pacientes entrevistados (72%) tinham um nível de adesão regular segundo o CEAT-HIV.
Conclusões/Considerações Uma assistência de qualidade e humanizada são fundamentais para que as mulheres aceitem o seu diagnóstico e para que possuam uma correta adesão ao tratamento dispensado a elas. É de fundamental importância a participação de uma equipe interdisciplinar nos cuidados, além da elaboração de estratégias de educação em saúde auxiliando ativamente os indivíduos na adaptação ao tratamento, levando-os a reconstrução dos seus hábitos pessoais.
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