27/07/2018 - 13:10 - 14:40 CO31e - Doenças Transmissíveis - perfil e diagnóstico |
22085 - SÉRIE HISTÓRICA DE CASOS DE TÉTANO ACIDENTAL EM UMA UNIDADE DE REFERÊNCIA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, 2013-2017 TATIANA RODRIGUES DE ARAUJO LIMA - SERVIÇO DE EPIDEMIOLOGIA, HOSPITAL FEDERAL DOS SERVIDORES DO ESTADO, CLAUDIA CAMINHA ESCOSTEGUY - SERVIÇO DE EPIDEMIOLOGIA, HOSPITAL FEDERAL DOS SERVIDORES DO ESTADO, MARCIO RENAN VINÍCIUS ESPÍNOLA MARQUES - SERVIÇO DE EPIDEMIOLOGIA, HOSPITAL FEDERAL DOS SERVIDORES DO ESTADO, RAFAEL MELLO GALLIEZ - SERVIÇO DE DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS, INSTITUTO ESTADUAL DE INFECTOLOGIA SÃO SEBASTIÃO
Apresentação/Introdução O tétano é uma toxi-infecção grave, não transmissível e imunoprevenível, caracterizada por um quadro de hiperexcitabilidade do sistema nervoso central. Apesar dos avanços da cobertura vacinal e da redução da incidência no Brasil, a letalidade das formas graves - que têm indicação de terapia intensiva, com suporte técnico adequado para o manejo de complicações - ainda se mantém alta.
Objetivos O objetivo deste estudo foi descrever a série histórica de casos de tétano acidental internados em unidade de referência do estado do Rio de Janeiro, de janeiro de 2013 a dezembro de 2017.
Metodologia Tratou-se de estudo observacional, com análise de bases de dados secundárias e coleta de dados nas fichas de investigação epidemiológica do SINAN e prontuários do Hospital Federal dos Servidores do Estado, após a integração com o Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, referência para tétano grave no estado.
Resultados Dos 16 casos confirmados no período, 37,5% ocorreram em 2014; 75% em homens; 62,5% em pessoas de raça/cor autorreferida como branca; 43,6% com ensino fundamental incompleto. A idade variou de 18 a 74 anos (mediana de 39). Quanto ao tipo e local da lesão, 68,8% eram perfurocortantes e 75% eram localizadas em membros inferiores. Do total, 75% não apresentavam imunização antitetânica completa. O retardo entre início dos sintomas e admissão variou de 1 a 8 dias (mediana de 3), e o tempo de internação variou de 3 a 167 dias (mediana de 42,5). Quanto à gravidade, 25% apresentaram parada cardiorrespiratória e 62,5% necessitaram de suporte ventilatório invasivo. A letalidade observada foi de 18,8%.
Conclusões/Considerações Apesar de ser um agravo imunoprevenível, casos continuam a ocorrer em virtude de persistentes falhas na cobertura vacinal e no atendimento emergencial na ocorrência de acidentes. O manejo clínico e o controle do tétano permeiam a vigilância epidemiológica, a atenção primária à saúde e a assistência hospitalar em emergência e terapia intensiva.
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