26/07/2018 - 13:10 - 14:40 CO31c - Morbidade e mortalidade materna - estudos e perfil |
28977 - ANÁLISE DO PERFIL E MORBIDADES DOS ÓBITOS MATERNOS DA AP 3.3 DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, 2014-2017. HELOISA FERREIRA DOS SANTO CORRÊA - SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO, JOSY MARIA DE PINHO DA SILVA, - INSTITUTO DE ESTUDOS EM SAÚDE COLETIVA, UFRJ, ANA CAROLINA CARDOSO ARRUDA CARVALHO DE MOURA - SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO
Apresentação/Introdução A mortalidade materna é uma tônica para saúde pública e um desafio para as esferas governamentais que devem organizar a rede de atenção à mulher. Assim, o (re)conhecimento e avaliação das morbidades maternas permitem a classificação dos casos de acordo com a gravidade, sendo uma estratégia importante para a avaliação e melhoria da qualidade da assistência no ciclo gravídico-puerperal.
Objetivos Descrever o perfil dos óbitos maternos e identificar as morbidades maternas mais frequentes nos casos de óbitos maternos de residentes da área de planejamento (AP) 3.3 do município do Rio de Janeiro no período 2014-2017.
Metodologia Foram estudados os óbitos maternos residentes da Área de Planejamento 3.3 do município do Rio de Janeiro (n=75), ocorridos no período de 2014 a 2017, disponíveis nos Sistemas Integrados de Mortalidade do Município do Rio de Janeiro. As características da população estudada foram descritas com médias para as variáveis contínuas e para as variáveis categóricas foram utilizadas proporções. Para os testes de associações com gestação de alto risco, ou seja, morbidade materna reconhecida antes ou durante a gestação. Foram utilizados o teste de Fisher e qui-quadrado.
Resultados Foram encontrados 75 casos de óbito materno: a média de idade foi 27,9 anos e a idade gestacional média foi de 31,4. A média de consultas das mulheres que fizeram pré-natal foi de 5,57 e 31 mulheres fizeram 6 consultas ou menos. Predominaram mulheres solteiras (65,33%), da raça/cor preta (45,33%), 56,6% mulheres não planejaram a gravidez, com ensino fundamental I e II (46%)e 37,33 % eram nulíparas. 46,77% das mulheres não foram consideradas de risco, enquanto 35,48% foram. 18,67% das mulheres apresentavam comorbidades, 40% foram internadas durante a gravidez por aumento da pressão arterial, diabetes gestacional e prévia descompensada, ITU, sífilis, dentre outras causas.
Conclusões/Considerações O monitoramento e avaliação da presença de eventos mórbidos prévios à gestação e a ocorrência de complicações maternas possibilitam a identificação de oportunidades para melhoria da qualidade do cuidado à mulher. Viabiliza também elaboração e adoção de estratégias para redução do número de casos, subsidiando o planejamento em saúde, visto traz estratégias preventivas como a identificação das mulheres em idade fértil em risco reprodutivo.
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