27/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC31a - Vigilâncias em saúde - ações e estratégias |
24240 - IRREGULARIDADES SANITÁRIAS NAS INDÚSTRIAS DE ALIMENTOS SITUADAS EM FORTALEZA-CE MANOEL RIBEIRO DE SALES NETO - UFC, LORENA BARBOSA DE SOUZA ALMEIDA - AGEFIS-FORTALEZA, MILENA LIDIANE BOMFIM DE MELO - ESTÁCIO-FIC, JULIANA SAMPAIO BATISTA - AGEFIS-FORTALEZA, ALINE DELLANE MAIA FLORÊNCIO LIMA - AGEFIS-FORTALEZA, NADJA MARA DE SOUSA LOPES - PREFETURA DE MARACANAÚ, INGRID QUEIROZ FERNANDES - UFC, ANA PAULA SOARES GONDIM - UFC, GABRIELA DE ALMEIDA RICARTE CORREIA - UFC
Apresentação/Introdução Para o processamento industrial seguro de alimentos, são essenciais as condições higiênico-sanitárias, cujo comprometimento pode acarretar danos à saúde humana. É neste contexto que está inserida a Vigilância Sanitária, composta de ações que visam à proteção da saúde da população e à prevenção e eliminação de riscos, através da fiscalização e educação sanitárias.
Objetivos O objetivo deste estudo é identificar as irregularidades sanitárias cometidas pelas 20 indústrias de alimentos situadas na Secretaria Regional IV no município de Fortaleza - CE.
Metodologia Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, realizado em julho de 2017. Os dados secundários foram coletados a partir dos termos de intimação lavrados pelas autoridades sanitárias durante as inspeções para a concessão de licenças sanitárias no período de julho/2015 a abril/2017. Esses documentos são emitidos a partir da verificação do não cumprimento do que é determinado na lista de verificação das Boas Práticas de Fabricação em estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos, segundo a Resolução da Diretoria Colegiada n° 275/2002 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Resultados Todas as indústrias apresentaram algum tipo de irregularidade, sendo mais frequentes aquelas relacionadas à ausência de produtos destinados à higiene pessoal nas instalações sanitárias 13 (65%), à inexistência de registro dos exames realizados pelos manipuladores 11 (55%) e à ausência de laudos laboratoriais que atestem a potabilidade da água 10 (50%). É válido salientar que as mãos precisam ser higienizadas adequadamente, pois do contrário, aumenta o risco da contaminação nos alimentos, nos utensílios e no ambiente em geral. A legislação enfatiza que deve existir o registro dos exames realizados e que o uso de água de qualidade microbiológica inadequada pode colocar em risco a saúde do consumidor.
Conclusões/Considerações Este estudo evidenciou os principais riscos à saúde que ocorrem durante a produção de alimentos. Esses dados podem ser utilizados para futuras ações do serviço de Vigilância Sanitária, como educação em saúde junto ao setor regulado e priorização das ações de fiscalização, com a finalidade de catalisar esforços para proteger a saúde da população de forma mais efetiva.
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