29/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC31i - Tecnologias em saúde: estudos e análises |
26182 - INFLUÊNCIA DO USO DO ANTIVIRAL FOSFATO DE OSELTAMIVIR NA FREQUÊNCIA DE ÓBITOS POR SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE NUMA REGIÃO DA BAHIA RITA DE CÁSSIA OLIVEIRA DE CARVALHO SAUER - NÚCLEO REGIONAL DE SAÚDE LESTE SESAB
Apresentação/Introdução Vírus respiratórios são responsáveis por muitas hospitalizações e mortes prematuras no Brasil, sendo elevados os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com a prevenção e tratamento dessas infecções. O Ministério da Saúde recomenda o antiviral Oseltamivir para redução deste problema, já que os vírus influenza estão entre as principais causas de formas graves de infecções respiratórias no país.
Objetivos Avaliar o efeito do uso do Oseltamivir na redução de óbitos por síndromes respiratórias agudas graves (SRAG).
Metodologia Estudo de coorte retrospectiva, realizado a partir das notificações de SRAG registradas no SINAN entre janeiro de 2013 e maio de 2016, de residentes nos municípios da região leste da Bahia. Para a verificar a associação entre óbito por SRAG e uso do antiviral, empregou-se teste Qui-quadrado de Pearson. A magnitude da associação entre óbito por SRAG e os fatores de exposição foi expressa em Razão de Risco e intervalos de confiança de 95%. O efeito independente dos preditores (internação em UTI, ventilação mecânica, agente etiológico, droga usada no tratamento, patologias prévias, etc) sobre o desfecho óbito, foi avaliado mediante análise de regressão logística múltipla.
Resultados Dos 1386 participantes do estudo, 40,9% tiveram o agente etiológico identificado (11,4% influenza, 26,2% outros vírus e 3,3% outros agentes). Não houve diferença no tempo transcorrido do início dos sintomas até a busca por atendimento médico, entre os que curaram e os que morreram. A chance de óbito foi maior quando o agente foi o influenza (OR=4,4; IC 95% 1,5;13,2), houve internação em UTI (OR=4,7; IC 95% 1,4;16,8); patologias crônicas prévias (OR=2,9; IC 95% 1,1;7,8). Não houve diferença na chance de morrer para o uso ou não do Oseltamivir, para a população total do estudo (OR = 1,1 e IC 95%: 0,4;3,4), e para os infectados pelo influenza (OR=1,4 e IC 95% 0,5;3,8).
Conclusões/Considerações O tratamento com Oseltamivir não produziu redução significativa na frequência de óbitos por síndrome respiratória aguda grave na população e período avaliados. Na medida em que os recursos do SUS são escassos e precisam ser otimizados para melhor atender às demandas de saúde da população, torna-se necessária a realização de estudos visando a identificação de possíveis fatores que possam estar levando à perda da efetividade dessa intervenção.
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