28/07/2018 - 14:30 - 16:00 CO6e - Comunicação, saúde e sociedade |
26790 - O PROJETO ‘SAÚDE É MEU LUGAR‘ – NARRATIVAS SOBRE VIVÊNCIAS NOS TERRITÓRIOS DA SAÚDE CARLOS CESAR - ENSP/FIOCRUZ, LUANA FURTADO - ENSP/FIOCRUZ, RAQUEL TORRES GURGEL - ENSP/FIOCRUZ, CRISTIANE SAADE ROCCO - ENSP/FIOCRUZ, AMANDA BEJAR - ENSP/FIOCRUZ
Período de Realização Janeiro de 2017 a dezembro de 2018 - Projeto em curso
Objeto da Experiência Narrativas de vivências nos territórios da Saúde. Os ‘narradores‘ são os trabalhadores da Saúde que atuam nos territórios.
Objetivos O projeto busca reunir e circular histórias sobre relações e práticas desenvolvidas nos territórios da saúde, notadamente os processos que acontecem no cotidiano das equipes de Saúde da Família no encontro com os habitantes dos territórios.
Metodologia O projeto proporcionou a criação e implementação de uma plataforma na internet cuja função é reunir e disponibilizar, sem rankeamentos, seleção ou curadoria, as narrativas dos trabalhadores da Saúde que atuam nos territórios. Estas podem ser encaminhadas espontaneamente. As histórias inscritas viabilizam a realização de Mostras presenciais em todos os estados do país. Os relatos e as principais informações estão no site www.saudeemeulugar.com.
Resultados A plataforma na Web abriga hoje mais de 700 relatos nos diversos formatos e oriunda de trabalhadores de todo o Brasil, principalmente de técnicos e ACS. Em 2017, aconteceram sete Mostras presenciais nas regiões Sul e Sudeste, organizadas em colaboração com as escolas de Saúde Pública que sediaram os eventos, envolvendo estudantes, professores e trabalhadores em rodas de conversa sobre temas significativos a seus locais de atuação. Em 2018, serão realizadas 20 Mostras, organizadas de modo matricial.
Análise Crítica O trabalho na saúde é multidisciplinar. Como ouvir e dar visibilidade aos trabalhadores que estão nos municípios, atuando na Atenção Básica? Como conhecer as suas histórias? Construímos um espaço virtual em que os profissionais de saúde poderiam ‘mostrar’ o que quisessem, por meio de dispositivos tecnológicos pensados como uma forma de inclusão, apropriando-se de novas formas de comunicação e de produção de diferentes registros narrativos.
Conclusões e/ou Recomendações No momento em que o SUS atravessa talvez o período mais crítico de sua existência, a circulação de histórias de vida e de saúde nos territórios cumpre a função de oxigenar o sistema e incrementar o conhecimento da saúde democrática e inclusiva e a esperança de trabalhadores e da população. O projeto, enfim, cria uma potente rede dialógica e uma nova esfera pública de debate, como forma de incrementar e melhorar os processos formativos e de trabalho nos territórios.
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