Comunicações Orais Curtas

28/07/2018 - 08:00 - 09:50
COC6c - Visibilidades: a saúde em diferentes mídias (pesquisas)

21790 - ZIKA NA MÍDIA: QUAL O PAPEL SOCIAL DA IMPRENSA AFINAL?
EDLAINE FARIA DE MOURA VILLELA - UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS/ REGIONAL JATAÍ, CRISLENE SILVA BORGES MOURA - UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS/ REGIONAL JATAÍ


Apresentação/Introdução
Nesses últimos anos, a transmissão do Zika vírus tornou-se um emergente problema de saúde pública. A partir do momento que o vírus começou a circular no Brasil, trazendo consigo a epidemia de microcefalia em bebês de forma notória e exacerbada, a epidemia passou a ser abordada de forma intensa pela imprensa, permitindo que a população vivenciasse a epidemia em seu cotidiano.


Objetivos
Resgatar as representações sociais contidas em discursos veiculados pela mídia sobre os principais temas da epidemia, descrevendo o papel social da imprensa na divulgação científica para a sensibilização da população.


Metodologia
O estudo descritivo qualitativo foi feito por meio de análises de notícias e reportagens publicadas sobre a epidemia de zika vírus no Brasil, no período de janeiro de 2015 a julho de 2017. Dados secundários foram coletados em acervos dos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de São Paulo. O embasamento teórico adotado foi a Teoria das Representações Sociais e o Discurso do Sujeito Coletivo foi o método utilizado como método para investigar o contexto da epidemia na época de estudo.


Resultados
Foram selecionadas 91 notícias publicadas sobre o tema Zika Vírus. Apenas 7,7% apresentavam o contexto sobre exames laboratoriais. As terapias de reabilitação é assunto pouco divulgado na mídia, as notícias veiculadas trazem informações contrárias do que afirmam parte das autoridades. Observou-se a falta de informação sobre medidas preventivas e a precariedade do apoio por parte das várias esferas do governo, distante do que é almejado pela população acometida. Os discursos enfatizam que a população sofre com a falta de apoio e recursos diante do sofrimento causado pela epidemia, não recebendo o encaminhamento necessário para o processo de reabilitação.


Conclusões/Considerações
Foi possível compreender como se deu a construção dos sentidos acerca da doença. Na prática discursiva da cobertura midiática, comprovou-se controvérsia de informações disponibilizadas na mídia e observou-se viés político nas reportagens. Percebe-se que não há um espaço midiático transparente quanto ao apoio governamental para a população acometida, o que pode comprometer o papel da imprensa no que tange à competência informacional dos cidadãos.

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