Comunicações Orais Curtas

28/07/2018 - 08:00 - 09:50
COC6c - Visibilidades: a saúde em diferentes mídias (pesquisas)

21931 - A EXPERIÊNCIA EPIDÊMICA DA DENGUE E INFLUENZA A (H1N1) NA MÍDIA IMPRESSA DO ESPÍRITO SANTO NO PERÍODO DE 2007 A 2010
ALINE GUIO CAVACA - UFES, EDSON THEODORO DOS SANTOS-NETO - UFES, ADAUTO EMMERICH OLIVEIRA - UFES, MICHELE NACIF ANTUNES - UFES, JANINE MIRANDA CARDOSO - FIOCRUZ


Apresentação/Introdução
As epidemias fazem parte da experiência humana e compõem o imaginário popular há milênios, representadas desde as iconografias religiosas às tecnologias de informação e comunicação contemporâneas. Esse trabalho faz parte do projeto “O drama epidêmico midiático no Brasil: um estudo da construção da dengue e H1N1 (2008-2010)”, coordenado pelo ICICT-FIOCRUZ, em parceria com a UFES e UFJF.


Objetivos
Este estudo visa analisar experiências epidêmicas contemporâneas na mídia impressa do Espírito Santo (ES), a partir do estudo das epidemias de dengue e de influenza A (H1N1).


Metodologia
Foram coletadas todas as matérias que abordavam dengue e influenza A (H1N1), no período de novembro de 2007 a dezembro de 2010, no periódico A Tribuna. Foram analisadas quantitativamente as matérias em relação às suas características editoriais, à distribuição temporal e à relação com o número de casos notificados e mortes pelas respectivas patologias, coletados nos Sistemas de Informação em Saúde.


Resultados
A dengue registrou 1870 matérias, 133.641 notificações e 94 mortes no período. Já a H1N1 registrou 411 notícias, 519 casos e 15 mortes. Houve diferença estatisticamente significante nas representações de dengue e de influenza A (H1N1) no que diz respeito à chamada na capa, editorias, espaço editorial e tipo de matéria opinativa (p-valor<5%). Houve correlação estatística mais forte entre o número de mortes, notificações e notícias de dengue, quando comparadas as mesmas correlações para influenza A (H1N1).


Conclusões/Considerações
A quantidade de casos notificados influencia diretamente na midiatização das doenças estudadas, entretanto, no que tange à H1N1, houve uma extrema valorização midiática, mesmo com baixa letalidade no ES. As epidemias contemporâneas constituem eventos complexos, dos quais as construções midiáticas participam ativamente, colocando em cena percepções de risco que podem elevar exponencialmente as tensões e interferir nas políticas de saúde.

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