Comunicações Orais Curtas

28/07/2018 - 08:00 - 09:50
COC6c - Visibilidades: a saúde em diferentes mídias (pesquisas)

26954 - ALERTAR E ESPETACULARIZAR: AS ESTRATÉGIAS E ESCOLHAS DE DOIS TELEJORNAIS PARA FALAR DA FEBRE AMARELA EM 2018
MONIQUE SANTOS RIBEIRO - UFF, ROSEANNE ROCHA MIRANDA - FIOCRUZ PIBIC, JOÃO VERANI PROTÁSIO - FIOCRUZ PIBIC, INESITA SOARES DE ARAUJO - FIOCRUZ


Apresentação/Introdução
Com a emergência de casos de febre amarela com óbitos em regiões atípicas do país, desde 2016, com correspondente apelo à vacinação em 2017/18, o tema ganhou destaque nos meios de comunicação, fortemente em 2018. No contexto de uma pesquisa mais ampla, analisamos os dispositivos de produção de sentidos de dois telejornais, especificamente no que tange ao aspecto da vacina.


Objetivos
Analisar comparativamente dispositivos discursivos dos telejornais de abrangência nacional Jornal Nacional e Jornal da Record na abordagem do tema da vacinação contra a febre amarela em janeiro de 2018, período de maior investimento midiático.


Metodologia
Foram analisadas as notícias e reportagens sobre febre amarela em todas as edições do Jornal Nacional (JN) e do Jornal da Record (JR), no recorte temporal do mês de janeiro de 2018, indicado por análise exploratória como período de maior incidência midiática do tema. A partir de análise inicial, foi feita uma categorização dos principais elementos construtores de sentidos, incluindo duração, palavras-chaves predominantes, recurso e tipos de imagens, uso de estatísticas e vozes autorizadas convocadas, elementos que organizados em quadros comparativos, contrapostos a uma linha do tempo e confrontados com o referencial teórico permitiram algumas conclusões.


Resultados
Registramos similaridades entre os dispositivos dos jornais, entre elas: palavras catalizadoras dos sentidos – surto, alerta, risco, emergência; recursos de legitimação da notícia – vozes de infectologistas, imagens de filas e pessoas sendo vacinadas, estatísticas de casos e mortes. Principais diferenças: o JR recorre mais a testemunhos, da população, profissionais de saúde e até dos próprios jornalistas; no JN há, bem mais que no JR, uma correlação temporal visível com o fluxo de informação da saúde pública: estímulo à vacinação, reorientação para vacina só em áreas de risco e tranquilização pela oferta ampliada de vacinação.


Conclusões/Considerações
O modo alarmista como os telejornais trataram o tema da vacinação fomentou o pânico em parte da população e transformou a doença e a procura pela vacina em um grande espetáculo, com imagens panorâmicas e relatos de desespero, transformando o sofrimento em objeto de consumo. Cabe a indagação: o que a mídia ganha com tal procedimento, que a afasta diametralmente da responsabilidade social inerente à ocupação de espaços de concessão pública?

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