Comunicações Orais Curtas

29/07/2018 - 08:00 - 09:50
COC23c - Práticas Integrativas e Complementares em Múltiplas Perspectivas II

26007 - INTERPRETAÇÃO DA DOR E USO DE MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS POR PESSOAS COM DOENÇA FALCIFORME
KAYQUE NEVES DA SILVA - UEFS, JAYANNE MOREIRA CARNEIRO - UEFS, EVANILDA SOUZA DE SANTANA CARVALHO - UEFS, ALINE SILVA GOMES XAVIER - UEFS, JOSÉ DE BESSA JÚNIOR - UEFS, HEROS AURELIANO ANTUNES DA SILVA MAIA - UEFS, ERIKA ANNY COSTA CERQUEIRA - UEFS, CLEONARA SOUSA GOMES E SILVA - UEFS, TAMILLYS DAMASCENO SILVA - UEFS, SILVIA DA SILVA SANTOS PASSOS - UEFS


Apresentação/Introdução
A Doença Falciforme (DF) é um grupo de hemoglobinopatias caracterizada por mutação no gene da hemoglobina, e a dor se apresenta como sua maior manifestação clínica. Pessoas com DF vivenciam dor intensa com frequência, e antes de recorrer à ajuda de profissionais, é comum o uso de medidas de caráter cultural, algumas vezes associadas ao saber científico.


Objetivos
Compreender como ocorre a interpretação do sintoma da dor e a escolha de medidas não farmacológicas em adultos com DF.


Metodologia
Estudo qualitativo realizado no Centro de Atenção à Pessoa com Doença Falciforme, em Feira de Santana, Bahia. Os sujeitos do estudo foram 6 pessoas com idade superior a 18 anos e com DF. Os dados foram coletados através de entrevistas semiestruturadas com questões norteadoras de caráter aberto e fechado, sendo finalizadas a partir do critério de saturação. Em seguida, os dados foram analisados através da análise de conteúdo temático proposto por Bardin. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual de Feira de Santana através do parecer de número 1.440.239.


Resultados
As pessoas percebem os sinais que darão início a crise álgica devido a experiências anteriores. Elas interpretam a dor como algo imprevisível quanto à intensidade, duração e localização, destacando as alterações dos planos de vida e das atividades simples e rotineiras. Também relatam os fatores que poderiam ocasionar a ocorrência da dor, aliando-se a ações preventivas para evitá-la. Sendo assim, a partir dessas vivências, passam a adotar medidas que diminuem a frequência do evento, sendo algumas dessas não farmacológicas, como por exemplo, a utilização de compressas ou banho de água quente, busca por repouso, estar em ambiente confortável, ouvir músicas e ingerir bastante líquido.


Conclusões/Considerações
A dor associada a DF é uma experiência que afeta a vida cotidiana dos adoecidos. Apesar de imprevisível, estes passam a perceber sinais que indicam o seu surgimento e a lançar medidas preventivas à crise álgica, incluindo variadas práticas não medicamentosas, sendo que, como relatado, a maioria são comportamentais.

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