26/07/2018 - 13:10 - 14:40 CO13b - Diálogos sobre Educação e Formação em Saúde 2 |
25811 - FORMAÇÃO INTERPROFISSIONAL PARA O SUS: O QUE PODE UMA DISCIPLINA? LIANE BEATRIZ RIGHI - UFSM, LUÍS ANTONIO SANGIONI - UFSM, MARINEL MÓR DALL'AGNOL - UFSM, GIZELE SCOTTI DO CANTO - UFSM, BEATRIZ UNFER - UFSM, MARLI MATIKO ANRAKU DE CAMPOS - UFSM, MARCOS ANTÔNIO DE OLIVEIRA LOBATO - UFSM, RICARDO SOUZA HEINZELMANN - UFSM, SHEILA KOCOUREK - UFSM
Período de Realização Experiência em curso, com início em 2015.
Objeto da Experiência A partir do Programa de Educação Tutorial (PET-Saúde), foi proposta a Disciplina Complementar de Graduação (DCG), multiprofissional, com 60 horas
Objetivos Criar espaço institucional permanente de encontro de alunos e professores de diferentes profissões da saúde. Ao apresentar o campo da saúde e desenvolver atividades interprofissionais em diferentes pontos da rede, busca contribuir para processos formativos que respondam as necessidades do SUS.
Metodologia A DCG Formação Interdisciplinar para o SUS é ofertada pelo departamento de Saúde Coletiva estando sob responsabilidade de professores de seis departamentos vinculados a três centros da UFSM. Oferece 40 vagas com matrículas distribuídas entre os cursos que formam as diferentes profissões da saúde. As aulas acontecem as sextas-feiras, turno da tarde com aulas teóricas, atividades práticas apoiadas pelos docentes e seminários de apresentação e análise das vivências.
Resultados A disciplina está em sua sexta oferta, com alunos dos cursos de medicina, terapia ocupacional, fonoaudiologia, fisioterapia, medicina veterinária, psicologia, serviço social e farmácia. A disciplina –especialmente as atividades práticas- foram articuladas a mudanças curriculares no curso de medicina e atuação dos grupos do PET GraduaSUS. As ações se desenvolvem na área da vigilância em saúde, assistência farmacêutica e em intervenções em uma UBS, com ênfase em Projetos Terapêuticos.
Análise Crítica A divisão estrutural da Universidade (com ofertas realizadas pelos departamentos e matriculas por cursos) constitui-se em importante barreira institucional para o desenvolvimento da experiência. A presença dos cursos de psicologia, serviço social e medicina veterinária integram esforço de articulação entre diferentes centros. A inclusão da odontologia é importante porque rompe com histórico isolamento desta categoria. Não há matrículas de alunos do curso de enfermagem.
Conclusões e/ou Recomendações Trata-se de um raro momento na formação. A superação da barreira estrutural (oferta e matrículas) é, em si, movimento de produção de encontros improváveis. É importante inserir, na vida departamentalizada e especializada da universidade, experiências que expõem o seu limite. Também é importante expor os alunos a situações que mostrem o limite da formação hegemônica. Fazer assim, implica desenvolver autonomias, capacidade de análise e cogestão.
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