27/07/2018 - 13:10 - 14:40 CO13n - Diálogos sobre Educação e Formação em Saúde 14 |
25797 - CURSOS DE FORMAÇÃO-INTERVENÇÃO COMO DISPOSITIVOS PARA MUDANÇA DE MODELO DE ATENÇÃO AO PARTO E NASCIMENTO NO SUS/BRASIL: PESQUISA-INTERVENÇÃO COM FOCO NOS PROCESSOS FORMATIVOS SERAFIM BARBOSA DOS SANTOS FILHO - UFMG, KLEYDE VENTURA SOUZA - UFMG, ELYSANGELA DITZ - UFMG
Apresentação/Introdução Pesquisa avaliando curso multicêntrico nacional, de especialização em enfermagem obstétrica, dentro de um projeto para contribuir na mudança de modelo de atenção ao parto/nascimento no SUS. Para isso inovou no projeto politicopedagógico estruturando-se no referencial de formação-intervenção, valorizando o trabalho/serviço como objeto de problematização e intervenção. Parceria Ministério Saúde/UFMG
Objetivos Cartografar processos/efeitos em 3 dimensões do trabalho: (i) no arranjo organizativopedagógico do curso, (ii) na habilitação e subjetividade dos enfermeiros na relação com o trabalho e (iii) nas práticas de atenção nos serviços onde estão inseridos
Metodologia Marco avaliativo nos referenciais da avaliação qualitativo-participativo-formativa e da pesquisa-intervenção, com imersão na realidade em estudo (o curso e seus movimentos) para acompanhamento investigativo e interventivo. Partiu-se do conceito de transversalidade (alinhado à pesquisa-intervenção e cartográfica) compondo um desenho articulando, como indissociáveis, 3 dimensões de análise: (i)o curso e seus arranjos de implementação; (ii)os sujeitos na relação com a formação e o trabalho; (iii)os serviços e as repercussões em suas práticas. O desenho constituiu-se como marco lógico avaliativo, articulando os objetivos do curso, suas atividades, dimensões avaliativas e indicadores associados
Resultados (i) Na implementação do curso observam-se vários ajustes nos arranjos/estratégias pedagógicas indicando movimentos para melhor cumprir com a função de formar-intervindo no próprio curso. (ii) Na formação dos sujeitos-alunos, além da habilitação específica, observam-se vários sinais indicativos do aumento do protagonismo no trabalho, como maior participação na lógica do trabalho em equipe e assunção de posturas e funções antes não assumidas não só por limitações técnicas mas por baixo grau de autonomia. (iii) Nas práticas dos serviços, inovações ou adequações no rumo das chamadas boas práticas de atenção, mas ressaltando-se as visíveis dificuldades na adoção sistemática de tais práticas
Conclusões/Considerações Atesta-se a potência do Curso como formação-intervenção e o desenho avaliativo como aliado para revelar efeitos em dimensões ampliadas. Limitações em destaque: dificuldade de pautar a gestão e sua influência no modelo de atenção; dificuldade acadêmica de inovar em processos formativos. As pesquisas-intervenção devem ser ampliadas, ajudando a induzir mudanças tanto no trabalho na atenção ao parto-nascimento quanto no trabalho da formação
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