28/07/2018 - 14:30 - 16:00 CO13v - Diálogos sobre Educação e Formação em Saúde 22 |
24352 - EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: O PAPEL DO NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA STEPHANIE MARQUES MOURA FRANCO BELGA - UFMG, KÊNIA LARA SILVA - UFMG, BRUNA DIAS FRANÇA - UFMG, RITA DE CÁSSIA MARQUES - UFMG, MARIA JOSÉ CABRAL GRILLO - UFMG, JULIANA ALVES VIANA MATOS - UFMG, LIZZIANE D'ÁVILA PEREIRA - UFMG, DENISE BARBOSA DE CASTRO FRIEDRICH - UFJF, JOÃO ANDRÉ TAVARES ÁLVARES DA SILVA - UFMG, KÁTIA FERREIRA COSTA CAMPOS - UFMG
Apresentação/Introdução A Educação Permanente em Saúde (EPS) é uma estratégia de qualificação e formação dos trabalhadores da saúde, pautada nas necessidades do cotidiano. No contexto da atenção primária, a EPS tem sido desenvolvida com o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), uma vez que este foi criado visando apoiar as ações das Equipes de Saúde da Família (ESF) e as necessidades da população.
Objetivos Analisar as práticas de educação permanente em saúde desenvolvidas pelo Núcleo de Apoio à Saúde da Família.
Metodologia Trata-se de um estudo qualitativo com aporte teórico na dialética marxista, apoiado à modalidade de estudo de casos múltiplos. O estudo foi desenvolvido em duas etapas: primeiro foi realizado o mapeamento das ações de educação permanente desenvolvidas nos municípios de Minas Gerais, Brasil. Após esta etapa foi realizada uma análise descritiva dos dados obtidos sendo selecionados dez municípios que apresentaram iniciativas vistas como exitosas no campo da EPS. Na segunda etapa foram realizadas entrevistas com gestores, coordenadores e participantes, e observação participante in loco das práticas de EPS destes dez municípios. Todos os dados foram submetidos à Análise Crítica do Discurso.
Resultados Nota-se um discurso hegemônico na centralidade das ações de educação permanente vinculadas ao profissional do NASF, devido a sua característica multidisciplinar. Há uma padronização no aspecto discursivo que associa os profissionais do NASF a uma potente estratégia de atuar sobre as demandas cotidianas levantados pelas ESF. Infere-se que a EPS encontra-se em um movimento dialético, cercada por contradições, mas que ao mesmo tempo invoca um novo pensar em saúde. Destacam-se elementos que permeiam a unificação e legitimação discursiva nos achados das entrevistas que posicionam simbolicamente a identidade coletiva do NASF em desenvolver a EPS por meio de práticas de educação em saúde.
Conclusões/Considerações O NASF ocupa um lugar de destaque no escopo de ações da ESF configurando-se como um potente dispositivo para a prática de EPS. A sua composição multidisciplinar, por meio da incorporação de profissionais antes não encontrados no contexto da atenção básica, e pelas ferramentas de trabalho do cotidiano, possibilitam aos profissionais novas formas de atuação técnico, pedagógica e assistencial.
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