27/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC13e - Práticas de ensino em saúde 1 |
24359 - O ESTÁGIO CURRICULAR DE ENFERMAGEM EM REDE BÁSICA DE SAÚDE: A PRODUÇÃO DE TROCAS SIGNIFICATIVAS E DE POSSIBILIDADES DE INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO DONIZETE VAGO DAHER - UFF, EMILIA GALLINDO CURSINO - UFF, ADRIANA TEREZA SOARES DA COSTA - FMS/NITERÓI, SHEILA DA COSTA LEGENTIL - FMS/NITERÓI, ANA ROSI VIGNOLI CARDOSO - FMS/NITERÓI, RODRIGO TENÓRIO - UFF, MARIANA STAVALE - UFF, RAYANNE LEAL DIAS DA SILVA - UFF
Período de Realização Realizado no ano de 2017, em seus dois semestres letivos.
Objeto da Experiência O objeto é o estágio curricular desenvolvido em unidades de ABS, compreendido como espaço singular de formação e de co-produção de conhecimentos.
Objetivos Relatar a experiência de alunos-estagiários, preceptores e professores supervisores na co-produção do componente curricular estágio em rede básica de saúde no município de Niterói-RJ.
Metodologia Estudo qualitativo descritivo, desenvolvido em 2017, que apreendeu a experiência de co-produção do estágio curricular operacionalizado em duas unidades básicas de saúde do município de Niterói- RJ. Participaram da experiência quatro preceptores, dois professores e dez estagiários. A apreensão dos dados foi observação direta e anotações em diário de campo. Ao final da experiência foi aberto o diário de campo, transcritas as observações e, produzido coletivamente, a análise dos dados.
Resultados Para os estagiários a experiência com os preceptores e demais componentes das equipes, de visitas domiciliares, consultas de enfermagem e interconsultas, educação em saúde, organização de salas de espera e rodas de conversa, representou viver o SUS na prática. Os preceptores ao co-produzirem o estágio assumiram, também, o papel de formador, ultrapassando a visão do estagiário como força de trabalho. Para os professores o co-partilhar de saberes e fazeres representou a integração ensino-serviço.
Análise Crítica Criar a possibilidade de aproximação e vivência do estagiário da realidade do SUS, junto aos territórios, inserindo-os nos equipamentos de atenção básica de saúde, tem sido um grande desafio para as instituições formadoras e professores supervisores de estágio. Barreiras como o não incentivo financeiro para os preceptores, o não reconhecimento do seu papel na formação em saúde e a crescente demanda de trabalho nos serviços representam algumas das limitações para a co-produção do estágio.
Conclusões e/ou Recomendações O Estágio representou o espaço e o tempo do encontro entre a teoria e a prática ou de saberes e fazeres. Oportunizou a inserção de estudantes no contexto social, o aprimoramento de competências e habilidades e o fortalecimento de relações entre a instituição formadora e os serviços. Esta experiência apontou que é preciso valorizar e dar visibilidade as ações dos preceptores e estreitar, por meio desta ação, a parceria entre o ensino e o serviço
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