26/07/2018 - 13:10 - 14:40 CO27d - Saúde, Condições de Vida e Envelhecimento |
21833 - FATORES ASSOCIADOS À FRAGILIDADE EM IDOSOS BRASILEIROS JULIANA MARA ANDRADE - FIOCRUZ MINAS, YEDA APARECIDA DE OLIVEIRA DUARTE - ESCOLA DE ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, BRASIL, LUCIANA CORREIA ALVES - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, SÃO PAULO, BRASIL, FLÁVIA CRISTINA DRUMOND ANDRADE - UNIVERSITY OF ILLINOIS AT URBANA-CHAMPAIGN, CHAMPAIGN, USA, PAULO BORGES - FIOCRUZ RIO DE JANEIRO, MARIA FERNANDA LIMA-COSTA - FIOCRUZ MINAS, FABÍOLA BOF DE ANDRADE - FIOCRUZ MINAS
Apresentação/Introdução A fragilidade em idosos é definida como uma síndrome clínica caracterizada pela diminuição da reserva energética, força e performance, que resulta em um declínio cumulativo de múltiplos sistemas fisiológicos, levando a um estado de vulnerabilidade. Essa condição gera prejuízos à vida do idoso, pois está associada a um maior risco de dependência, quedas, hospitalização, institucionalização e morte.
Objetivos Avaliar os fatores associados à fragilidade em adultos mais velhos não institucionalizados em uma amostra representativa da população brasileira de 50 anos ou mais.
Metodologia Estudo transversal realizado com dados da linha de base do Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) entre 2015 e 2016. A fragilidade foi definida como a presença de tris ou mais dos seguintes critérios: perda de peso, fraqueza, redução de velocidade de marcha, exaustão e baixo nível de atividade física. As covariáveis avaliadas no estudo foram os fatores sociodemográficos e de condições de saúde. A análise da associação entre a fragilidade e as variáveis independentes foi realizada usando o modelo de regressão de Poisson múltiplo com estimação de Razões de Prevalência e respectivos intervalos de confiança de 95%.
Resultados A prevalência de fragilidade foi de 9,0%. A partir do modelo múltiplo verificou-se que a prevalência foi significativamente maior entre pessoas com 2 ou mais doenças crônicas (RP 1.12), com incapacidades em atividades básicas de vida diária e com autopercepção de saúde ruim. Observou-se que as prevalências de fragilidade foram menores entre aqueles com melhores condições socioeconômicas.
Conclusões/Considerações A fragilidade está associada a desigualdades socioeconômicas e a piores condições de saúde entre as pessoas de 50 anos ou mais. O conhecimento dos determinantes da fragilidade poderá contribuir com o debate sobre o perfil epidemiológico dessa síndrome. Além disso, poderá auxiliar no estabelecimento de medidas preventivas e na potencialização do cuidado ao idoso.
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