26/07/2018 - 13:10 - 14:40 CO16b - Gênero e cuidado I |
22616 - DESCENTRALIZAÇÃO DO ATENDIMENTO PRÉ NATAL NA REDE DE SAÚDE DE SÃO JOÃO DEL REI: UMA AÇÃO DO PET GRADUA SUS THATIANE FRANÇA AQUILINA - UFSJ, INARA PELICHEK BEZERRA - UFSJ, CÁSSIA BEATRIZ BATISTA - UFSJ, NICOLE MENEZES RANGEL - UFSJ, ROSA GOUVÊA DE SOUSA - UFSJ
Período de Realização O Programa de Educação pelo Trabalho na Saúde (PET-Saúde) do curso de medicina iniciou-se em 2016.
Objeto da Experiência Fortalecer a interação escola-serviço de saúde para qualificação da assistência à saúde das mulheres com ações formativas e redesenho do atendimento.
Objetivos O diagnóstico de funcionamento da rede de saúde evidenciou a centralidade dos atendimentos no nível secundário. Assim, a principal meta foi realizar o pré-natal na atenção primária à saúde (APS) garantindo os direitos das mulheres a partir do foco do pré-natal, parto humanizado e puerpério.
Metodologia Após o mapeamento da rede local, realização de visitas domiciliares às mulheres e às instituições, o PET promoveu capacitações de médicos e enfermeiros sobre o acompanhamento às gestantes na APS e os encaminhamentos para outros níveis de atenção. Encontros com gestores e equipes de saúde, além de grupos de gestantes foram ações de consolidação do pré-natal na APS. Formou-se ainda um Grupo de Trabalho para instaurar o protocolo de pré-natal e identificar os entraves para esta ação na APS
Resultados A interação escola, serviço e comunidade é o fruto central gerador da aproximação dos serviços para consolidar uma rede de atenção local e de nossa participação nas Conferências de Saúde da Mulher. O desenvolvimento do protocolo de atendimento a gestante na cidade com o redesenho do fluxo da atenção e definição do perfil de profissionais a serem selecionados, assim como momentos de formação para trabalhadores, professores e estudantes da saúde são resultados alcançados.
Análise Crítica A parceria entre universidade, gestão local e movimentos sociais permitiu avanços importantes para a atenção integral às mulheres. A existência e apoio do Comitê em Defesa da Vida para redução da mortalidade materna-infantil foi fundamental neste processo. Contudo, ações contínuas de fortalecimento da Estratégia de Saúde da Família (ESF), além da formação permanente de todos os profissionais de saúde são ações pilares para descentralizar o atendimento pré-natal na cidade
Conclusões e/ou Recomendações A maioria das ESF’s ainda não realiza o pré-natal seja pela pouca prática, pela formação precária, frágil retaguarda especializada, receio de faltar cotas para exames, por acomodação de equipes ou excesso de atribuições dessas e ainda a compreensão de que a gestação de risco habitual deva ser acompanhada apenas por médicas obstetras. Ainda assim, há movimento da gestão, da universidade e de alguns profissionais para modificar essa realidade.
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