27/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC16a - Aborto e contracepção |
27200 - ATENÇÃO E PRÁTICAS DE CONTRACEPÇÃO DE MULHERES INTERNADAS POR ABORTAMENTO KATHERINE JERONIMO LIMA - UECE, FÁTIMA CAFÉ RIBEIRO DOS SANTOS - UECE, GLAUCILÂNDIA PEREIRA NUNES - UECE, EVELINE DE SOUSA LANDIM - ESP, INGRID TAILINY BATISTA DE SOUSA - ESP, FIAMA KÉCIA SILVEIRA TÉOFILO - UECE, EMANUELLA CAJADO JOCA - UFRN, JHENNIFER DE SOUSA GÓIS - UECE, RAFAEL DOS SANTOS DA SILVA - ESP, ANA CAROLINA TORRES - ESP
Apresentação/Introdução Muitas mulheres que tiveram experiência com aborto não objetivam engravidar brevemente. Porém, ineficaz planejamento reprodutivo e não uso de contraceptivos proporcionam gravidez imprevista ou pequeno intervalo intergestacional, que podem ocasionar casos de reincidências abortivas e outros riscos à saúde da mulher. Salienta-se que o aborto é uma das principais causas de morbimortalidade materna.
Objetivos Descrever a atenção em anticoncepção e práticas contraceptivas de mulheres internadas por aborto.
Metodologia Estudo transversal, com enfoque descritivo sobre mulheres hospitalizadas por abortamento, em duas unidades hospitalares públicas da cidade de Fortaleza, Ceará. Foram realizadas 119 entrevistas, por meio de formulário, no período de maio a outubro de 2017. Consideraram-se as variáveis: gravidez planejada; participação e informações sobre planejamento familiar; uso de método anticoncepcional (MAC) prévio; tipo de MAC; indicação do MAC; acesso ao MAC. Os dados foram analisados através das frequências absolutas e relativas. A pesquisa obedeceu à Resolução 466/2012 e teve sua aprovação por meio do Parecer nº 2.248.323 do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual do Ceará
Resultados Identificou-se que a maior parte (64%) das mulheres declarou gravidez não planejada. A metade (59) delas respondeu já ter ouvido informações sobre planejamento familiar, contudo, apenas 18,5% (22) informaram ter participado de reunião sobre este tema. Verificou-se que 78,2% (93) das entrevistadas faziam uso de MAC, sendo que o contraceptivo hormonal (anticoncepção oral e injetável) foi o mais citado (67,7%). Somente 39,5% (47) referiram o profissional de saúde na indicação do MAC, pois a maioria informou que recorre às amigas, familiares e por conta própria o uso de contraceptivo. O principal acesso para aquisição do MAC (72%) pelas participantes foi sua compra em farmácias comerciais.
Conclusões/Considerações A maioria das mulheres se apresentou desinformada sobre contracepção e a importância da assistência do profissional de saúde para indicar o MAC. Assim, se encontram vulneráveis para segunda gestação não pretendida, novo episódio de aborto ou repetição da gravidez em curto intervalo de tempo que podem gerar morbidades maternas. Diante disso, reflete-se a necessidade de avaliação do acesso e efetividade dos serviços de saúde à atenção contraceptiva.
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