28/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC16d - Violências |
22673 - CONDUTAS FRENTE A VIOLÊNCIA DE GÊNERO CONTRA A MULHER NA ATENÇÃO BÁSICA PAULA SUSÉLI SILVA DE BEARZI - UFRGS, ALINE BLAYA MARTINS DE SANTA HELENA - UFRGS, RENATO JOSÉ DE MARCHI - UFRGS
Apresentação/Introdução A violência de gênero contra a mulher é um problema social e de saúde pública, uma vez que afeta sua saúde física e mental. Um importante espaço para o enfrentamento dessa forma de violência é o setor saúde, especialmente por meio das equipes que atuam na atenção básica, devido a sua proximidade com o território, evidenciando a necessidade de trazer à tona essa temática entre os trabalhadores.
Objetivos Conhecer a realidade vivida pelos profissionais da saúde da atenção básica do município de São Leopoldo/RS a respeito de situações de violência de gênero e identificar quais são as estratégias utilizadas para seu enfrentamento.
Metodologia Utilizamos a pesquisa qualitativa, através da realização de 4 grupos focais, a fim de reunir informações sobre essa temática a partir dos conceitos e preconceitos, opiniões e ideias, valores, sentimentos e ações que foram trazidos pelos participantes. Os encontros foram gravados e posteriormente transcritos para que se procedesse seu reconhecimento através da técnica da Teoria Fundamentada nos Dados. Conduzimos nossa análise pela codificação inicial linha a linha seguida pela codificação focalizada, de maneira interdependente, utilizando os códigos iniciais mais significativos ou frequentes para desenvolver as categorias.
Resultados Da análise emergiram as categorias: Reconhecimento da violência de gênero contra a mulher, Condutas frente à violência e Rede de atendimento à mulher em situação de violência. Identificamos que os profissionais reconhecem a presença da violência contra a mulher, porém, muitas vezes não há investigação ou intervenção. No entanto, muitos profissionais exemplificaram estratégias para intervir, como a disponibilidade para escuta, aumento da frequência das visitas e aproximação com a vítima e agressor. Também referiram efeitos dessa interferência na redução dos episódios de violência e na identificação de uma rede de apoio, apontando possibilidades para o enfrentamento dessa forma de violência.
Conclusões/Considerações A constituição da violência enquanto objeto de intervenção na área da saúde depende da postura individual e da equipe frente ao problema. As potencialidades da Saúde Coletiva e do trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde, através do acolhimento, da escuta qualificada e do vínculo podem produzir uma variação capaz de modificar situações de violência, além de identificar a existência de alternativas de superação em conjunto com as usuárias.
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