27/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC22d - Informação e Vigilância em Saúde do Trabalhador |
24786 - MORTALIDADE POR ACIDENTE DE TRABALHO NO BRASIL: ESTUDO DE TENDÊNCIA HISTÓRICA NO PERÍODO DE 2011-2015 SILVANA ALINE CORDEIRO ANTONIOLLI - UFCSPA/PMPA, ADRIANA APARECIDA PAZ - UFCSPA, GRACIELE FERNANDA DA COSTA LINCH - UFCSPA
Apresentação/Introdução Os agravos à saúde do trabalhador são relevantes e desafiam as políticas públicas quanto a prevenção de acidentes e doenças do trabalho. O Acidente de Trabalho (AT) é aquele que pode ser a causa direta ou o fator que contribuiu para lesão, sequelas ou morte do trabalhador. No Brasil a incidência de ATs nas últimas décadas tem reduzido, mas ainda se mostra elevado ao se comparar com outros países.
Objetivos Descrever as tendências de mortalidade por acidentes de trabalho, no Brasil, no período de 2011 a 2015.
Metodologia Estudo descritivo do tipo série de casos da mortalidade por acidentes de trabalho no período de 2011 a 2015. Os dados são provenientes de declarações de óbitos por causas externas no Brasil, no período de 2011 a 2015, que estão disponibilizados no Banco de Dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). A coleta de dados ocorreu em meio eletrônico no mês de novembro de 2017 no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). O uso de dados secundários promoveu limitações ao proporcionar campos ignorados e subnotificações. O período de cinco anos justifica-se pela representatividade dos dados existentes para a realização da análise e discussão com demais estudos.
Resultados O número de óbitos por causas externas no período de 2011 a 2015 em decorrência de ATs foi de 18.138 ocorridos no Brasil, 1.312 (7,23%) no Rio Grande do Sul e 76 (0,41%) em Porto Alegre/RS. No Brasil, Rio Grande do Sul e Porto Alegre, foram mencionadas 31 causas externas por AT de acordo com a classificação CID-10. Dentre os óbitos por causas externas nas três instâncias estudadas, o tipo de acidente que mais ocasionou óbitos foi quedas. Os homens foram majoritariamente os mais acometidos, a escolaridade de 8 a 11 anos de estudo e a faixa etária dos 40 aos 49 anos foram as que apresentaram a maioria dos ATs com óbitos. O hospital representou o local de maior ocorrência de óbitos por AT.
Conclusões/Considerações Torna-se imprescindível aprimorar as políticas públicas direcionadas à saúde do trabalhador com ações multiprofissionais e intersetoriais para reduzir o número elevado de casos de AT. Para isso, também é necessário aperfeiçoar o registro das notificações dos AT. O estudo possibilitou a sensibilização de gestores, empregadores, trabalhadores, profissionais da saúde e população, fortalecendo o saber da saúde coletiva e da saúde do trabalhador.
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