29/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC22h - Saúde do Trabalhador & Atenção Primária à Saúde 2 |
25329 - EXTENSÃO NOTURNA DAS ATIVIDADES DE UMA UNIDADE DE SAÚDE EM GAROPABA THALES SIMÕES PIRES DE ALMEIDA - SECRETARIA DE SAÚDE DE GAROPABA, GABRIELA BALDESSAR POLLA - SECRETARIA DE SAÚDE DE GAROPABA, GABRIELA RODRIGUES - SECRETARIA DE SAÚDE DE GAROPABA
Período de Realização Início no dia 17 agosto de 2017 e será conduzida até o dia 14 de agosto de 2018.
Objeto da Experiência Informações de questionários preenchidos por trabalhadores antes de consultas entre às 17h e às 21h em uma unidade de saúde.
Objetivos O presente trabalho tem o intuito de mostrar a demanda que há, em certas áreas de cobertura da atenção primária, de pacientes que postergam por períodos variados a consulta médica por falta de opção de horário de consultas em períodos alternativos.
Metodologia Estudo longitudinal prospectivo, observacional e descritivo coletado de formulários preenchidos pelos pacientes que possuem alguma atividade laboral no momento da consulta médica. Os dados são coletados através de um questionário preenchido na primeira consulta médica realizada entre o dia 17 de agosto de 2017 e 14 de agosto de 2018 na UBS do Ambrósio, município de Garopaba. O questionário possui sete perguntas e autorizado pelo paciente por assinatura no momento do preenchimento.
Resultados Até o momento houve a participação de 67 pacientes com idades entre 17 e 64 anos, com uma média de 38 anos, correspondendo a uma participação de 47% das consultas realizadas no horário entre 17 horas às 21 horas. Entre os entrevistados 32,8% são do sexo masculino e 67,2% do sexo feminino. 66,1% dos pacientes responderam que já deixaram de consultar o médico por não haver horário disponível compatível com seu trabalho.
Análise Crítica O levantamento dos dados mostra que há um predomínio de pacientes jovens, geralmente na quarta década de vida, idade em que corresponde ao período produtivo e que comumente não constitui o principal público no dia a dia da atenção básica. O predomínio das mulheres nas consultas já é de conhecimento comum a maioria dos serviços de saúde. Dois terços dos pacientes relatam dificuldade em realizar uma consulta médica em algum momento por falta de horário disponível compatível com seu trabalho.
Conclusões e/ou Recomendações Há demanda reprimida de trabalhadores que enfrentam dificuldades de realizar a consulta médica nos horários em que a UBS está aberta. Muitas vezes esses pacientes acabam retardando a ida ao médico, o que pode comprometer o tratamento e a resolutividade de certas doenças. O funcionamento em horário alternativo das unidades de saúde em áreas em que há predomínio de trabalhadores merece ser estudada como política pública de saúde.
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