28/07/2018 - 14:30 - 16:00 CO30e - Vulnerabilidades Variadas |
23730 - A PARTICIPAÇÃO DO PET-GRADUASUS EM UM GRUPO DE AUTOAJUDA EM UMA COMUNIDADE DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA LUCAS PORTELLA SILVA SANTOS - UERJ, ANNA KEYLLA DA SILVA DOS SANTOS - UERJ, TIAGO BRAGA ESPÍRITO SANTO - UERJ, EDNA GURGEL CASANOVA - UERJ, CINTHIA MOREIRA ALVES - CENTRO MUNICIPAL DE SAÚDE HEITOR BELTRÃO
Período de Realização Atividade desenvolvida no período de Setembro de 2017 a Fevereiro de 2018.
Objeto da Experiência Participação dos monitores do Projeto de Educação pelo Trabalho (PET) -GRADUASUS no grupo Entremuros.
Objetivos Descrever a experiência de participação dos monitores do PET-GRADUASUS no grupo Entremuros e analisar a percepção dos familiares em relação à situação de encarceramento dos seus parentes.
Metodologia Relato de experiência da trajetória dos monitores em um grupo de autoajuda com familiares de homens em situação de cárcere.O referido grupo era formado,além dos familiares,por uma enfermeira e uma médica da unidade da Estratégia saúde da Família(ESF),acontecendo em frequência quinzenal sob forma de autogestão coletiva.Realizado em uma comunidade da região norte do município do Rio de Janeiro e tem como objetivos a troca de experiências e a possibilidade de expressão de sofrimentos e angústias.
Resultados Identifica-se a atividade como uma importante estratégia de cuidado,uma vez que é um espaço de partilhamento de vivências apresentadas pelos familiares,dentre estas,a exposição do estigma social em relação à família da pessoa encarcerada.Os participantes afirmaram que existe um descaso por parte das autoridades que trabalham nos presídios,por ocasião das visitas às pessoas em situação de cárcere.
Análise Crítica O Entremuros é uma iniciativa importante de profissionais da ESF,no qual contribui para a formação de uma rede de apoio,possibilitando assim a construção de mecanismos adaptativos de familiares de presidiários.Percebe-se também que o acolhimento e o vínculo são características essenciais ao grupo.Desta forma,esses familiares desenvolvem a corresponsabilidade e autonomia,contribuindo para reorientação dos seus agir e conviver socialmente,enfrentando assim,o estigma com menos sofrimento.
Conclusões e/ou Recomendações O grupo em questão promove mudanças significativas no que diz respeito ao enfrentamento dos familiares às repercussões decorrentes da existência da prisão de um familiar. Assim,os participantes consideram o grupo um significativo espaço de escuta e promotor de melhoria nas relações sociais,contribuindo para diminuição da segregação dos familiares,causada pelo estigma da temática,e na possibilidade de tecer novas formas de situarem-se na vida.
|