28/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC30c - Comunidades Tradicionais, Migrantes e outros segmentos populacionais |
25338 - TERRITÓRIOS LIVRES DE AGROTÓXICOS PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE FRANCILEIA PAULA DE CASTRO - FASE, LUCINEIA MIRANDA DE FREITAS - MST
Apresentação/Introdução A utilização de agrotóxicos no Brasil, representam uma das principais ameaças a saúde da população. Os agrotóxicos são parte do pacote tecnológico imposto pelo agronegócio. A construção de território livres de agrotóxicos depende do rompimento em sua totalidade a este modelo. Por outro lado, a adoção de práticas agroecológicas contribui para a condição de liberdade e saúde do território.
Objetivos Adotar uma metodologia participativa para a construção de territórios “livres” de agrotóxicos, de forma a reunir informações que garantam reflexões em torno dos impactos vivenciados no território e estratégias de promoção da agroecologia e saúde.
Metodologia Por meio da pesquisa-ação foi realizado um estudo de caso em áreas que estão localizadas no entorno de monocultivos agrícolas e expostas a agrotóxicos, precisamente no assentamento Roseli Nunes no município de Mirassol D’Oeste em Mato – Grosso de fevereiro de 2016 a março de 2017.
Foram adotadas as técnicas de DRP – Diagnóstico Rápido Participativo: Pesquisa documental, oficinas coletivas com a participação de 30 pessoas. Durante as oficinas foi aplicado o instrumental Carta - processo. Todas as oficinas foram gravadas, bem como todo material áudio – visual produzido, constituindo o material discursivo de análise. E seminário de divulgação dos resultados realizado no assentamento.
Resultados A metodologia adotada possibilitou o envolvimento dos participantes na pesquisa, nas reflexões e tomadas de decisão, cumprindo o papel da pesquisa – ação.
A partir da elaboração de cartas, foi possível realizar uma categorização temática nas dimensões de denúncia e anúncio vivenciados no território.
A identificação destas categorias, contribuíram para a compressão dos territórios livres de agrotóxicos como processos constante de anulações de conflitos e promotores de saúde. Diante disso foi elaborado um Plano Estratégico de Resistência. Este contém 30 (trinta) iniciativas de ações para construção de territórios Livres de agrotóxicos.
Conclusões/Considerações É impossível a convivência entre projetos de desenvolvimentos distintos a exemplo da Agroecologia e o Agronegócio em um mesmo território.
Ao se negar o uso de agrotóxicos, se afirma a possibilidade de relação harmoniosa com a terra, com o alimento e com a natureza, princípios fundamentais da Agroecologia, que são essências para a saúde do território e sua condição de liberdade.
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