Comunicações Orais Curtas

27/07/2018 - 08:00 - 09:50
COC25a - Saude bucal COC 1

26132 - INDICADORES SOCIOECONÔMICOS E A OFERTA DE SAÚDE BUCAL NAS CAPITAIS BRASILEIRAS
ANA CATARINA BUSCH LOIVOS - ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA, ELIZABETH ARTMANN - ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA


Apresentação/Introdução
A implantação da Politica Nacional de Saúde Bucal representou um importante passo para redução das desigualdades historicamente produzidas nos serviços públicos de saúde no Brasil. Buscou ampliar a cobertura das equipes de saúde bucal (%ESB), melhorar o acesso e incentivar o aumento da primeira consulta odontológica programática (1ªcons).


Objetivos
Identificar mudanças socioeconômicas e na oferta e utilização de serviços de saúde bucal (SB) nas regiões norte(N), nordeste(NE), sudeste(SE), sul(S) e centro-oeste(CO), representadas pelas 26 capitais e Distrito Federal (DF), entre 2006 e 2016.


Metodologia
Estudo descritivo a partir de dados secundários disponíveis em bases nacionais (DATASUS, IBGE, outros). Amostra: 26 capitais estaduais e o DF. Período: 2006, 2010 e 2016. A média do Índice de Gini em 2006 (IG06) foi usada para estabelecer dois grupos: G1: baixa desigualdade (IG06 ≤ 0,63) formado por capitais das regiões SE (n=4, 100%), S (n=3, 100%), N (n=4, 57%) e CO (n=1, 25%) e G2: alta desigualdade (IG06 > 0,63) formado por capitais das regiões N (n=3, 43%), NE (n=9, 100%) e CO (n=3, 75%). As variáveis estudadas foram analisadas dentro de cada um dos grupos e comparadas entre eles. Variáveis de distribuição normal: média ± DP; distribuição não normal: mediana (IQ). Softweare SPSS 20.0.


Resultados
Comparando os grupos o %ESB foi >no G2 em 2006: 20,9±22,1 vs 10,3±9,1 (p=0,048). Comparando os anos 2006 e 2016, no G1 e G2 houve: 1) > renda per capita nos 2 grupos; 2)redução do IG: 0,60 ± 0,0 vs 0,51 ± 0,0 (p=0,00) e 0,63 ± 0,0 vs 0,53 ± 0,0 (p=0,00); 3)aumento do %ESB: 10,3±9,1 vs 43,4±22,5 (p=0,013) e 20,9±22,1 vs 43,0±19,2 (p=0,003); 4)diminuição da 1ªcons; 5)aumento do nº dent/1000hab: 0,5±0,31 vs 1,0±0,3 (p=0,01) e 0,05±0,2 vs 0,7±0,2 (p=0,016); 6)aumento de planos odontológicos (txodonto): 5,7±4,1 vs 17,4±8,3 (p=0,001) e 6,8±6,4 vs 16,7±8,6 (p=0,002). Houve correlação positiva entre %ESB e nº dentistas/1000hab (r=0,465, p=0,00) e negativa entre 1ªcons e txodonto (r=-0,373, p=0,001).


Conclusões/Considerações
Os resultados sugerem que:
A desigualdade não foi um fator determinante para o aumento da %ESB.
A evolução do %ESB foi menor nas capitais mais desiguais e não representou melhoria do acesso durante os anos estudados.
Apesar do aumento de % ESB, ainda há limitação de acesso à 1ª cons. que pode estar associada ao aumento da aquisição de planos odontológicos. Mais estudos de acesso são necessários para aprofundar os achados.

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