27/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC25a - Saude bucal COC 1 |
28077 - ACOMPANHAMENTO ODONTOLÓGICO DE CRIANÇAS AFETADAS PELA SÍNDROME CONGÊNITA PELO VÍRUS ZIKA ANA CAROLINA MENDES PINHEIRO - UFMA, MARIANA SOUSA SERENO - UFMA, MARIANA RIBEIRO MELO - UFMA, REJANE CHRISTINE DE SOUZA QUEIROZ - UFMA, ANA MARGARIDA MELO NUNES - UFMA, ALINE SAMPIERI TONELLO - UFMA, ERIKA BÁRBARA ABREU FONSECA THOMAZ - UFMA, MARIZÉLIA RODRIGUES COSTA RIBEIRO - UFMA
Apresentação/Introdução No início de 2015 foram identificados os primeiros casos de doença pelo vírus Zika no Brasil, em outubro foi detectada a presença de microcefalia em recém-nascidos associada à presença desse vírus no líquido amniótico. Há ainda poucos estudos descrevendo características da infecção nos anos de vida e menos ainda sobre a saúde bucal das crianças com síndrome congênita do vírus da Zika.
Objetivos Avaliar as principais alterações e condições de saúde bucal de crianças com síndrome congênita pelo vírus da Zika atendidos no Centro de Referência em Neurodesenvolvimento, Assistência e Reabilitação de Crianças (NINAR) – São Luís, Maranhão.
Metodologia Estudo exploratório, realizado no período de setembro de 2016 a fevereiro de 2018, com 92 crianças identificadas como prováveis casos de síndrome congênita pelo vírus Zika. Foi utilizado questionário autorreferido sobre hábitos alimentares, deletérios e de higiene bucal. Realizado exame clínico odontológico por cirurgião-dentista treinado, sob luz natural na posição joelho-joelho. Para esta pesquisa foram consideradas as principais alterações bucais, o período de erupção dos dentes, o consumo de alimentos açucarados, acesso a fluoretos e índice de placa visível.
Resultados A idade média foi de 16,12 meses. 97,83% consumiam alimentos além do leite materno, 93,48% ingeriam líquidos açucarados. 70,65% possuíam alguma alteração bucal. 85,87% possuíam dentes no exame, sendo que em 46 crianças (50%) o dente 71 foi o primeiro a erupcionar, 8,6 meses a idade média de erupção. A limpeza da boca foi iniciada antes da presença de dentes em 97,83% das crianças. 48,91% fazem a limpeza da boca com escova de dente e creme dental. Desse valor, somente 25% utilizam creme dental com flúor. Em 39 crianças foi observada higiene oral com presença de biofilme, sendo que destas apenas duas apresentaram índice de placa acima de 25%.
Conclusões/Considerações O alto consumo de alimentos contendo açúcar e uma higiene bucal deficiente são fatores de risco para o aparecimento de lesões de cárie e outros problemas bucais, situação agravada por outras condições presentes no contexto médico-social. A inserção do Cirurgião-Dentista na equipe multidisciplinar é de grande importância para a manutenção da saúde das crianças com a síndrome congênita pelo vírus da Zika.
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