27/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC20a - Avaliação, Planejamento e Gestão em Saúde |
23268 - • PERFIL DO NOVO GESTOR MUNICIPAL (2017-2020) NO ÂMBITO NACIONAL E REGIONAL : POTENCIALIDADE E DESAFIOS PARA A TOMADA DE DECIÃO NO ÂMBITO DO SUS. ANDRE LUIS BONIFACIO DE CARVALHO - UFPB, JOSE MENDES RIBEIRO - ENSP/DCS/FIOCRUZ, MARCELO RASGA MOREIRA - ENSP/DCS/FIOCRUZ, ASSIS MAFORT OUVEREY - ENSP/DCS/FIOCRUZ, NADIA MARIA DA SILVA MACHADO - ENSP
Apresentação/Introdução O processo da gestão em saúde é marcado pela interação de diferentes atores em espaços estratégicos com destaque para os gestores municipais, os quais tem papel cada vez mais relevante na operação de instrumentos e processos dentro dos sistemas de saúde. Sendo fundamental sabermos quem é este gestor(a) do ciclo 2017-2010? Que forças influem, anseios e necessidades influem na tomada de decisão?
Objetivos Analisar o perfil do novo gestor municipal (2017-2020) no âmbito nacional e regional com vistas a identificação das potencialidade, desafios e medidas a serem adotadas para o aprimoramento da tomada da decisão no âmbito do SUS.
Metodologia A pesquisa caracteriza-se como uma intervenção de caráter exploratório e descritivo, com levantamento de dados primários, oriundos do preenchimento de um questionário web (serveymonkey) composto por 64 questões, organizados em nove blocos : perfil do gestor; trajetória profissional, participação nos espaços de gestão; princípios e doutrinas do SUS; desafios da gestão; influência de atores e entidades sobre as práticas de gestão; acesso a ações e serviços de saúde;comunicação e transparência e agendas prioritárias.O método de análise tem como base os eixos do questionário, análise das frequência verificando as diferenças e similitudes, tendo como base a leitura loco-regional.
Resultados Os resultados inicias apontam que dos 5570 gestores municipais, 1844 já responderam (33%). Os dados revelam um perfil de gestores, onde sua maioria é do sexo feminino ( 58%) com 41 anos e mais de idade (53% ), a maioria se considera branca (59%), tem nível superior ( 83%) e destes (51%) tem pós-graduação. A maioria não tinha experiência anterior e tem na capacidade e liderança atributos para sua nomeação. Participam ativamente dos colegiados e definem como desafios o financiamento da atenção básica, acesso a consultas e exames, fortalecimento das ações regionais e maior conhecimento dos órgãos de controle com relação ao SUS. Os resultados mostram aspectos dos desafios da gestão municipal.
Conclusões/Considerações A pesquisa revela um cenário complexo e diverso, que envolve o exercício diário dos gestores(as) no manejo de processos e instrumentos que carecem de uma prática refinada e que ocorrem em um sistema de saúde com nuances peculiares que entra para seu trigésimo ano de criação e implementação. Temos a possibilidade de conhecermos elementos fundamentais vinculados a tomadores de decisão na implementação das políticas de saúde
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