28/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC20g - Avaliação de Políticas na Atenção Primária em Saúde |
22600 - FERRAMENTA PARA GESTÃO DA VISITA DOMICILIAR NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE( APS): FACILITANDO E QUALIFICANDO O TRABALHO DA EQUIPE MARCO TÚLIO AGUIAR MOURÃO RIBEIRO - UFC, TATIANA MONTEIRO FIUZA - UFC, JULIANA VIANA PINHEIRO - UFC, RENAN MAGALHÃES MONTENEGRO JUNIOR - UFC
Apresentação/Introdução A visita domiciliar é uma estratégia no cuidado longitudinal de pacientres idosos ou em condições crônicas, permitindo uma abordagem centrada na pessoa, no seu contexto familiar e social.No entanto, a maioria dos profissionais das equipes da ESF não avalia ou estratifica o risco-vulnerabilidade do paciente a ser visitado, assim como não planeja a periodicidade e ações das próximas visitas.
Objetivos Apresentar uma nova ferramenta para gestão da visita domiciliar na APS, que poderá ser aplicada pelo médico de família e outros profissionais da equipe, considerando a suas condições clinica e ambientais, vulnerabilidades e avaliação do cuidador.
Metodologia Trata-se de um estudo descritivo e transversal. Foram realizadas visitas domiciliares de junho a novembro de 2017 a 46 pacientes acamados ou restritos ao domicílio de uma equipe de saúde da família de Fortaleza, Ceará. Para cada paciente foi aplicado a ferramenta proposta para avaliação e estratificação de risco e vulnerabilidade. Foram consideradas como variáveis para esta estratificação: idade, condição clinica, uso de polifarmacia, funcionalidade, mobilidade, síndrome da fragilidade, suporte familiar e necessidade de cuidados paliativos a partir da avaliação feita pelo Método Clínico Centrado na Pessoa.
Resultados Após a avaliação destes pacientes, foi possível classificá-los quanto ao risco e vulnerabilidades de acordo com o escore atingido. Foi encontrado o seguinte resultado: 5 de baixo risco, 21 de médio risco, 18 de alto risco e 2 de muito alto risco Consequentemente foi possível fazer um planejamento do acompanhamento periódico destes pacientes de acordo com a sua classificação e estabelecendo um cronograma das próximas visitas que variariam de 6 meses a 15 dias. Propõe-se que este planejamento das visitas seja um parâmetro para apoiar a gestão das VD. No entanto é importante ressaltar que a equipe terá autonomia para agendar os retornos, de acordo com a necessidade de cada paciente.
Conclusões/Considerações O uso racional do tempo e dos recursos para a sua realização das VD precisam de instrumentos de gestão. O uso de ferramentas como esta permite identificar pacientes em situação de risco e vulnerabilidade, apoiar os médicos de família e comunidade e outros profissionais de saúde da APS na organizar a agenda, para identificar as necessidades das pessoas, acompanhamento das doenças crônicas, propor estratégias, e planejar intervenções futuras.
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