Comunicações Orais Curtas

28/07/2018 - 08:00 - 09:50
COC20i - Avaliação na Atenção Primária em Saúde e a Intersetorialidade

22060 - INTERSETORIALIDADE E O TRABALHO EM EQUIPE: CASOS DE ESTUDO DO BRASIL E DA ITÁLIA
CASSIANE SILOCCHI - UNISINOS, JOSÉ ROQUE JUNGES - UNISINOS, ARDIGÒ MARTINO - UNIBO


Apresentação/Introdução
Dois casos de estudo na atenção primária que se destacam na criação de estratégias para o enfrentamento das doenças crônicas podem ser observados no Brasil e na Itália: a experiência do Serviço de Saúde Comunitária que integra o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) no Brasil e a Unidade Sanitária Local (AUSL) de Ferrara que integra o Serviço Sanitário Regional da Emilia Romagna na Itália.


Objetivos
Tendo em vista estes dois casos, o estudo tem como objetivo evidenciar e problematizar similaridades e diferenças entre os contextos no que se refere a estratégias relacionadas à organização do cuidado às condições crônicas.


Metodologia
Estudo qualitativo, baseado em leituras e análises documentais do Ministério da Saúde relativos ao GHC; publicações dos gestores/consultores do Centro de Estudos e Pesquisa em Atenção Primária (CEPAPS/GHC); diretrizes da organização das Casas de Saúde (CS) que pertencem a (AUSL) de Ferrara e relatórios das oficinas realizadas nas CS. Também foram realizadas observações na Unidade NS Aparecida (SSC/GHC) e nas Casas da Saúde Cittadela S. Rocco, Portomaggiore – Ostellato e Terre e Fiumi (AUSL de Ferrara), oportunizadas por meio de participações em seminários, encontros e reuniões com gestores, profissionais e comunidade.


Resultados
Observou-se que os dois casos apresentam propostas significativas, contudo, ainda se identificam problemáticas em relação ao trabalho em equipe e a intersetorialidade. No caso italiano, merece destaque a intersetorialidade como estratégia ainda em construção, bem como a falta de uma cultura de trabalho em equipe e a cogestão fragmentária, em que os médicos se colocam fora do sistema. No caso brasileiro, ao contrário, existe trabalho em equipe, no entanto, o ato de trabalhar com novas estratégias, gera certo desconforto na equipe. Em relação a intersetorialidade, há iniciativas para ações intersetoriais, no entanto, ainda existem barreiras para a sua aplicabilidade.


Conclusões/Considerações
A transformação das práticas é um desafio a ser superado em várias instâncias, pois implica mudanças de paradigmas já estruturados nos serviços e nas relações interpessoais. Assim, a implementação de um novo modelo assistencial, voltado às doenças crônicas, necessi¬ta ainda ser assimilado no cotidiano dos serviços de saúde, pelos profissionais/equipes de saúde e pe¬los gestores da saúde.

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