28/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC18b - Uso apropriado de medicamentos e acesso a medicamentos |
24520 - AVALIAÇÃO DOS BENEFÍCIOS E DOS RISCOS DO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DA ESQUIZOFRENIA SELMA SIQUEIRA FRANCO - UFPA, JOÃO VICTOR DA SILVA E SILVA - FIOCRUZ, MARIA FÂNI DOLABELA - UFPA
Apresentação/Introdução A esquizofrenia é um distúrbio do neurodesenvolvimento, com genética complexa e fisiopatologia não completamente compreendida. A base do tratamento é medicamentoso, podendo incluir terapia cognitivo comportamental. Algumas vezes, a resposta desejada do tratamento com antipsicótico não é alcançada, podendo ser observadas reações adversas (RAM) e/ou interações medicamentosas.
Objetivos O presente estudo fez uma análise do benefício e do risco do tratamento medicamentoso dos usuários com esquizofrenia atendidos no Centro de Apoio Psicossocial (CAPS).
Metodologia Este estudo foi aprovado no Comité de Ética UFPA (CAAE: 08193212.8.0000.0018), sendo a pesquisa realizada no período de novembro de 2015 à janeiro de 2016, em Belém-PA. Familiares de 18 pacientes com diagnóstico para esquizofrenia em tratamento com antipsicóticos foram abordados, explicados os objetivos, metodologia e todos que assinaram Termo de Consentimento Livre Esclarecido foram incluídos. A entrevista continha questões sobre os aspectos biossociais e ao tratamento (medicamentos utilizados, queixas relacionas ao tratamento, etc.). Então, pesquisou-se as possíveis interações medicamentosas e sua gravidade, possíveis e falta de adesão (riscos) e analisou-se o benefício de tratamento (resposta).
Resultados Prevalência entre homens (55,6%), com diagnóstico realizado na vida adulta (77,8%), sendo que os sintomas que levaram a busca do tratamento foram: alucinações auditivas, visuais e agressividade. Todos os participantes foram tratados com haloperidol ou risperidona associados a dois ou mais fármacos. Após o tratamento, reduziu-se os sintomas iniciais, entretanto a maioria (94,4%) relataram apresentar algum sintoma sugestivo de RAM, sendo considerada a resposta parcial. E 61,1% das prescrições havia interações medicamentosas de alta severidade. Logo, quando se avalia benéfico e riscos fica evidente que o benefício foi “parcial” e o risco elevado, principalmente quando tratados com o haloperido
Conclusões/Considerações O risco do tratamento da esquizofrenia com diferentes classes de fármacos pode representar um risco ao paciente, sendo que alguns esquemas contendo Risperidona parece-me ser mais seguros, visto não ter sido observadas interações medicamentosas de grave severidade. Indiferente do esquema, o segmento farmacoterapêutico e atividades que visem assegurar a adesão são essenciais.
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