Comunicações Orais Curtas

29/07/2018 - 08:00 - 09:50
COC18c - Segurança do paciente e uso de medicamentos

26682 - ATUAÇÃO DO FARMACÊUTICO NA REDUÇÃO DE RISCO EM EPIDEMIA CAUSADA PELO ZIKA VIRUS: UM ESTUDO NA APS EM CAMPO GRANDE, MS.
ELAINE SILVA MIRANDA - UFF, CLAUDIA DU BOCAGE SANTOS-PINTO - UFMS, LILIAN CARVALHO BALUT - UFF, CLARICE ANTUNES DE LIMA - UFF, CLAUDIA GARCIA SERPA OSORIO-DE-CASTRO - FIOCRUZ


Apresentação/Introdução
A Assistência Farmacêutica (AF) para emergências em saúde pública, tais como epidemias, é tema que deve ser discutido no âmbito do SUS visando favorecer a efetividade dos serviços. O farmacêutico é um dos profissionais que podem atuar de forma estratégica para a redução de riscos. Nota-se a existência de manuais do Ministério da Saúde orientadores do cuidado, mas estes não consideram ações de AF.


Objetivos
Conhecer a atuação de farmacêuticos na redução de riscos relacionados a epidemia de Zika vírus na Atenção Primária em Saúde (APS).


Metodologia
O estudo foi realizado no município de Campo Grande (Mato Grosso do Sul), em novembro de 2017. Foram entrevistados farmacêuticos atuantes na APS, envolvidos diretamente no atendimento à população.
Foi elaborado um questionário, com perguntas abertas e fechadas, que abordou questões referentes ao profissional, seus conhecimentos sobre o Zika vírus e sobre a comunicação de risco, e o papel do Farmacêutico na assistência prestada para a epidemia. As medidas para redução de risco citadas foram analisadas e categorizadas. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola Nacional de Saúde Publica Sergio Arouca.


Resultados
Foram entrevistados 42 dos 48 farmacêuticos da APS no município. Entre as medidas elencadas, a maior parte (92%) foram estratégias de cunho coletivo e público, tais como disponibilizar informação para a população (30%) e para todos profissionais de saúde (8%) e meios para controle de vetor (43%). O uso de mosquiteiros foi a medida individual mais citada. A manifestaao de preocupação com as gestantes foi apontada por um único profissional, que mencionou a prevenção da gravidez. Um profissional apontou ainda a existência de “tratamento” para a doença ocasionada pelo zika virus. Nenhum dos entrevistados apontou medidas específicas relacionadas a preparação da AF.


Conclusões/Considerações
Estima-se que os farmacêuticos atuantes na APS não se posicionam como protagonistas na redução de risco de epidemia relacionada ao Zika vírus. Tal atuação é imprescindível, dados o potencial de transmissão e as graves consequências da doença. O presente estudo chama a atenção para a necessidade de capacitação para a atuação do farmacêutico, tendo como desdobramento uma melhor assistência e impacto positivo no manejo futuro de epidemias.

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