Comunicações Orais

28/07/2018 - 14:30 - 16:00
CO10j - Métricas e Populações Específicas

21927 - POSIÇÃO SOCIOECONÔMICA E AUTOAVALIAÇÃO DE SAÚDE BUCAL NO BRASIL: RESULTADOS DA PESQUISA NACIONAL DE SAÚDE
JAILSON LOPES DE SOUSA - IBGE; FSP/USP; EPIUNIT/ISPUP, ANA HENRIQUES - EPIUNIT/ISPUP, ZILDA PEREIRA DA SILVA - FSP/USP, MILTON SEVERO - EPIUNIT/ISPUP, SUSANA SILVA - EPIUNIT/ISPUP


Apresentação/Introdução
Autoavaliação de saúde bucal reflete a condição objetiva da saúde bucal e a experiência subjetiva dos indivíduos, valores sociais, culturais, emocionais e bem-estar individual, sendo um indicador utilizado em estudos de base populacional. Pesquisas têm demonstrado que a pior autoavaliação da saúde bucal está mais fortemente associada a indivíduos pertencentes a grupos sociais mais desfavorecidos.


Objetivos
O objetivo do estudo foi analisar a autoavaliação de saúde bucal da população adulta brasileira segundo a posição socioeconômica, explorando as variáveis com maior sensibilidade para proceder a tal mensuração.


Metodologia
Utilizaram-se os microdados da Pesquisa Nacional de Saúde 2013. Estudaram-se 59.758 indivíduos com ≥18 anos de idade. O desfecho foi a autoavaliação de saúde bucal e as variáveis de exposição foram o sexo, idade, cor ou raça, região de residência, escolaridade, renda domiciliar per capita e classe social. As variáveis de controle foram a dentição funcional, dificuldade de se alimentar devido problemas nos dentes/dentadura, consulta ao dentista nos últimos 12 meses, escova os dentes 2 ou mais vezes/dia e tabagismo. Por meio da regressão logística multinomial calcularam-se odds ratio (OR) e respectivos intervalos com 95% de confiança (IC95%) brutos e de modelos ajustados.


Resultados
As chances de avaliar negativamente a saúde bucal foram maiores entre aqueles com renda domiciliar per capita de até um salário mínimo (OR=5,22; IC95%: 3,15-8,64), com nenhuma escolaridade completa (OR=3,57; IC95%: 2,57-4,97), da classe social destituídos de ativos (OR=3,35; IC95%: 2,35-4,78), residentes da região nordeste (OR=1,75; IC95%: 1,40-2,20), de cor ou raça preta (OR=1,56; IC95%: 1,22-2,00) e com idade entre 45 e 59 anos (modelo 5: OR=2,32; IC95%: 1,83-2,94). Em relação à autoavaliação de saúde bucal regular, a renda domiciliar per capita, a classe social, o nível de escolaridade e a macrorregião também mostraram ser os indicadores mais importantes para o gradiente de desigualdade.


Conclusões/Considerações
Dessa forma, nosso estudo reforça a importância das medidas de posição socioeconômica individual para entender os gradientes da autoavaliação de saúde bucal, com papel de destaque para a renda domiciliar per capita, que foi o indicador isolado mais fortemente associado com desigualdades na autopercepção da saúde bucal da população adulta brasileira em 2013.

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