26/07/2018 - 13:10 - 14:40 CO29c - Álcool e Drogas - Formação |
24639 - RESIDÊNCIA NA RUA: A RESIDÊNCIA INTEGRADA/ESP NO CUIDADO EM PRÁTICAS DE SAÚDE MENTAL, ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS À PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA DO CENTRO DE FORTALEZA. EMILIE COLLIN SILVA KLUWEN - ESP, TALITA ALCÂNTARA FONTENELE E SILVA - ESP, AMANDA FROTA CAVALCANTE - ESP, EDWIGES MAIARA FLORÊNCIO CRUZ - ESP, MARIA ANDRÉIA PEREIRA - ESP, RAFAEL ROLIM FARIAS - ESP, RAIMUNDA FÉLIX DE OLIVEIRA - SECULT, RAQUEL MENDES CELEDÔNIO - ESP, LUANNE CAVALCANTE GOMES - ESP, ANTÔNIA ELIONEIDA VINTURIANO DA SILVA - ESP
Período de Realização Projeto iniciado em setembro de 2016 até o mês atual, com atuação em turnos diurnos e noturnos.
Objeto da Experiência Projeto Residência na Rua: Saúde, Cultura e Arte executado na experiência da Residência Integrada da Escola de Saúde Pública/CE, de março a dezembro de 2017.
Objetivos Descrever as práticas de cuidado ofertados às pessoas em situação de rua que fazem o uso álcool e outras drogas no Centro de Fortaleza. O projeto em parceria com a Secretaria de Cultura/CE busca promover saúde e possibilitar o acesso à saúde e a cultura através da articulação com RAPS e seus serviços.
Metodologia A partir das vivências, foi demandado pelas pessoas em situação de rua o cuidado em saúde mental, na perspectiva do uso problemático de álcool e outras drogas. Desse modo, com o objetivo de promover saúde pela equipe multidisciplinar são realizadas ações de acolhimento, atividades artístico-culturais, atendimento individual, roda de conversa, articulação intersetorial, encaminhamentos à rede, matriciamento nos serviços de saúde e assistência, orientações gerais de saúde e redução de danos.
Resultados A atenção ao cuidado psicossocial dessa população passa necessariamente pela compreensão da cultura da rua, suas particularidades e subjetividades, na qual não se pode pensar em um padrão estereotipado, reforçando a invisibilização destes. Através da criação de vínculos, acolhimento, é importante o respeito a sua autonomia, buscando a flexibilidade e a horizontalidade da abordagem e o reconhecimento ao direito de escolha. Portanto, é preciso reconhecer esses sujeitos como sujeitos de direitos.
Análise Crítica Inspirado nos pressupostos da Reforma Sanitária, da Reforma Psiquiátrica no Brasil e da Luta Antimanicomial, a integralidade do cuidado no Sistema Único de Saúde vem expandindo a rede de atenção psicossocial nos diversos níveis e espaços de cuidados. Certamente, a (in)visibilidade é um problema que assola essa população que encontra dificuldades no acesso às políticas públicas, tornando-se assim desafiador o cuidado psicossocial aos indivíduos que fazem uso de álcool e outras drogas.
Conclusões e/ou Recomendações O tipo de postura assumida pelos indivíduos diante das ofertas de cuidado é extremamente desafiador. No curto espaço de tempo, ora se permitem ser cuidados, ora não concordam com esta possibilidade. Porém, é possível perceber que esta expressividade está relacionada ao reconhecimento social que estes sujeitos se percebem em suas trajetórias sociais, com histórias de vida atravessadas de dificuldades ao acesso às políticas públicas.
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