26/07/2018 - 13:10 - 14:40 CO29e - Loucura e cidadania (arte, cultura, militância e economia solidária) - Sessão 1 |
22140 - ARTE, SAUDE MENTAL E CARNAVAL: CUIDADO E VIVENCIA PROFISSIONAL DA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL DE FORTALEZA/CE RAQUEL MENDES CELEDONIO - ESCOLA DE SAUDE PUBLICA DO CEARA
Período de Realização atividade de janeiro e fevereiro de 2018, durante os festejos carnavalescos da capital cearense
Objeto da Experiência apresentar a arte como agente de transformação no cuidado em saúde mental, através do bloco Doido é tu durante atividades de carnaval de Fortaleza/CE
Objetivos relatar a experiência dos festejos carnavalescos do bloco Doido é tu, disparados por uma prática colaborativa dos usuários, familiares e profissionais de saúde e apoiadores, como ferramenta potente de cuidado na atenção psicossocial, a partir da vivencia de uma profissional de saúde mental do CAPS
Metodologia semanalmente, acontecia uma reunião para planejar e tomada de decisão na organização do desfile do bloco, um pré-carnaval e um ensaio da bateria, todos formados por usuários dos CAPS, familiares, profissionais, apoiadores e parceiros do bloco. É acordada junto a gerencia da saúde mental do município a participação dos profissionais de todos os CAPS nos locais de encontro, horários combinados e folgas quando atividades extra expediente, como o pré-carnaval e o desfile oficial no carnaval
Resultados os encontros foram movidos de alegria, implicação e militância dos atores envolvidos, sendo assim uma prática coletiva na organização, confecção de fantasias e adereços, mobilização e sensibilização de mais participantes. A alegria dos usuários é contagiante, e me faz perceber o engajamento deles em todo processo, além de estimulá-los a participar de ações fora do CAPS. Observa-se melhor adesão ao tratamento e qualidade de vida dos usuários quando se inserem nas atividades do bloco.
Análise Crítica é um misto de euforia, acolhimento, resgate da autoestima, pertencimento. A arte através do carnaval reflete a expressividade, a linguagem corporal, a horizontalidade das relações. O dançar e o brincar nos movem ao encontro do outro, produz intensidades e ressignificação das relações com o outro e consigo mesmo. É durante esse período que existe uma articulação entre serviços da Rede, troca de experiências, atividades fora do CAPS de forma coletiva e inclusiva
Conclusões e/ou Recomendações percebe-se um propósito de construção da Política de Saúde Mental pelos militantes e atores sociais, conforme os preceitos da Reforma Psiquiátrica. É possível identificar que as atividades carnavalescas do bloco apresentam significados relevantes na qualidade de vida dos usuários, autoestima e pertencimento. Nesse sentido, precisa-se pensar em estratégicas como essa para além do período carnavalesco a fim de fortalecer as práticas antimanicomiais
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