26/07/2018 - 13:10 - 14:40 CO29e - Loucura e cidadania (arte, cultura, militância e economia solidária) - Sessão 1 |
25875 - A EXPERIÊNCIA DE CONSTRUÇÃO DO GUIA PRÁTICO DE ECONOMIA SOLIDÁRIA E SAÚDE MENTAL: DÁ PARA FAZER! ARIADNA PATRICIA ESTEVEZ ALVAREZ - UFF / EPSJV - FIOCRUZ, ANGELA PEREIRA FIGUEIREDO - UERJ, NELI CASTRO ALMEIDA - IFRJ, MARIA EMYLLIA POLESCHUCK - IFRJ, CAROLINA CON ANDRADES LUIZ - UNICAMP
Período de Realização O Guia prático “Dá para fazer!” foi desenvolvido no período de setembro a dezembro de 2017.
Objeto da Experiência A experiência se trata da construção do Guia prático de economia solidária e saúde mental, um instrumento de intervenção em saúde coletiva.
Objetivos Busca-se apresentar a experiência de construção do guia e as questões acerca do processo de elaboração dessa ferramenta, que tem como meta principal contribuir para novas formas inventivas de trabalho, baseadas na Economia Solidária, subsidiando avanços às práticas na rede de atenção psicossocial.
Metodologia A metodologia de construção do guia baseou-se no oferecimento de conceitos e orientações fundamentais para os diferentes atores - usuários(as), familiares, trabalhadores(as), estudantes, militantes - que participam da implementação dos empreendimentos de geração de trabalho e renda nos serviços. Também foram incluídas questões para serem discutidas pelos leitores em seus diferentes espaços de atuação, tendo por objetivo final a escrita coletiva de seus próprios projetos de geração de renda.
Resultados Como resultado obtivemos uma publicação que está organizada em quatro seções: a primeira trata das interfaces entre a economia solidária e a saúde mental; a segunda discute as diretrizes e os conceitos fundamentais norteadores das práticas solidárias; a terceira volta-se à instrumentalização da escrita e ao desenvolvimento de projetos de geração de trabalho e renda; a quarta apresenta um conjunto de experiências exitosas no eixo Rio-São Paulo, no intuito de demonstrar que sim, Dá para fazer!
Análise Crítica O trabalho solidário pode possibilitar ampliação de direitos e construção da cidadania de pessoas em processo de vulnerabilidade social, incluindo-as nas trocas sociais, materiais e afetivas. Apesar do aumento de experiências de geração de trabalho e renda na rede de atenção psicossocial, elas ainda apresentam dificuldades de formalização e são frágeis do ponto de vista financeiro, tanto para a manutenção do empreendimento, quanto na geração de renda significativa para subsistência dos artesãos.
Conclusões e/ou Recomendações Os projetos de geração de trabalho e renda precisam se articular com outras redes sociais e comunitárias para tornarem-se potentes. É necessária também a ampliação de políticas públicas efetivas e permanentes para a inclusão social pelo trabalho. O guia pretende colocar essas questões em pauta e instrumentalizar os grupos para ajudar a diminuir as barreiras e dificuldades na escrita e na implantação de projetos de geração de trabalho e renda.
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