27/07/2018 - 13:10 - 14:40 CO29h - Medicalização (sessão 1) |
21191 - PERCEPÇÃO DE ESTUDANTES DE MEDICINA SOBRE CONCEITOS EM SAÚDE MENTAL CELY CAROLYNE PONTES MORCERF - UNIGRANRIO, PEDRO HERNAN CABELLO ACERO - UNIGRANRIO, ANDREA REGINA DOS SANTOS MURGA DA ROCHA - UNIGRANRIO, RAFAEL RODRIGUES MATIAS - UNIGRANRIO, LUIS CÉSAR LOPES DA SILVA - UNIGRANRIO, JULIA MONNERAT PAIVA - UNIGRANRIO, KLICIA MAYRA LOPES NEVES - UNIGRANRIO
Apresentação/Introdução A re-inserção do paciente com transtorno mental na sociedade, desenvolve-se com ações de ampliação de projetos e políticas em saúde mental. Porém o estigma e o temor em relação ao contato com a doença mental ainda são visíveis, comprometendo a assistência digna à saúde e o cuidado desse paciente, estando presentes desde a base da formação médica.
Objetivos Debater sobre a percepção do acadêmico de medicina de uma universidade privada do Rio de Janeiro sobre o contato com o paciente em sofrimento psíquico, promovendo uma auto-reflexão crítica sobre a assistência e a garantia da dignidade desse paciente.
Metodologia Trata-se de um trabalho de natureza aplicada, descritivo, quali-quantitativo, abordagem teórico-empírica, com pesquisa bibliográfica via BVS. Amostra incluiu estudantes de medicina de uma universidade privada do Rio de Janeiro, com a participação de 133 acadêmicos, pertencentes ao 1º período, 6º período e internato. Aplicou-se um questionário de 17 perguntas fechadas e posteriormente realizou-se a metodologia de grupos focais com os alunos, com oficinas de desenhos, sendo assinado o TCLE e o termo de uso de depoimentos. Os depoimentos foram transcritos e comparados com as análises estatísticas de freqüências simples, qui-quadrado e t-student. Aprovado pelo CEP.
Resultados Dos 133 alunos, 53,4% responderam ter sentido medo do primeiro contato com um paciente com transtorno mental. 92,6% não se sente preparado para atender esse paciente. 87,9% acha que a ampliação do número de leitos em hospitais psiquiátricos poderia melhorar a assistência em saúde. Os alunos mostraram achar o ambiente da psiquiatria pesado e obscuro, associando o paciente à instabilidade e agressividade. Afirmaram não estarem preparados para lidar com o adoecimento mental também dentro da universidade, identificando dificuldades de acolhimento do estudante de medicina em sofrimento psíquico, também alvo de estigma.
Conclusões/Considerações A prática médica, apesar de todas as conquistas do processo da Reforma Psiquiátrica, continua com grande carga de influências do modelo tradicional. O estigma existente no imaginário de muitos estudantes alimenta a negligência e o descaso frente abordagem e cuidado do paciente com transtorno mental, sendo essencial a mobilização de esforços de quebra dessa realidade na formação médica, visando o resgate da dignidade e cuidado pleno em saúde.
|