28/07/2018 - 14:30 - 16:00 CO29n - Saúde mental e atenção básica |
26686 - ATENÇÃO BÁSICA E TERAPIA COMUNITÁRIA INTEGRATIVA – UMA EXPERIÊNCIA PIONEIRA DO CUIDADO EM SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DE ESF E COMUNIDADE NO MUNICÍPIO DE EUNÁPOLIS - BA MARILIA MARTINS DE ARAUJO REIS - CAPS II, VANUSA VIEIRA MUNIZ RODRIGUES - NASF
Período de Realização A experiência relatada realizou-se do ano de 2014 a 2016.
Objeto da Experiência Aplicação da Terapia Comunitária como prática inovadora de cuidado em Saúde Mental de usuários e trabalhadores da AB no município de Eunápolis.
Objetivos Prevenir e promover a Saúde Mental (SM) de usuários e ESFs em Eunápolis. Reduzir o surgimento e agravo de doenças mentais. Inovar e ampliar a resolubilidade do cuidado em rede em SM no território. Desenvolver microregulação em SM na AB. Diminuir a verticalidade das relações ESF-NASF-SM e Comunidade.
Metodologia Em 2014- reuniões de matriciamento com ESFs- NASF para compartilhar demandas. Simultaneamente, reuniões NASF- ESFs- Saúde Mental (SM) e o Projeto Percursos Formativos da RAPS– SM na AB, intercâmbio entre experiências- ago/2014 a ago/2015. Construção coletiva do Projeto Aplicativo em Terapia Comunitária Integrativa (TCI) para formar terapeutas na AB e constituir a rede de TCI. Em 2015 – início de rodas de TCI com ESFs e usuários em separado, nas UBS ou na comunidade, prosseguindo até 2016.
Resultados • Ampliação de cuidados em saúde mental no território.
• Melhorias na resolutividade compartilhada dos casos;
• Alívio do sofrimento psíquico dos profissionais e usuários;
• Novos caminhos na resolução de conflitos das ESF;
• Fortalecimento de vínculos e maior assertividade na comunicação ESF - NASF – Comunidade – SM;
• Ampliação da compreensão dos papéis e melhoria na articulação da AB com a Saúde Mental.
Análise Crítica A sustentabilidade das ações e do Projeto Aplicativo se compromete pela descontinuidade, pela rotatividade na AB, SM, câmbios de gestão e pouca visão de cuidado integral, diluindo o vínculo usuários– equipes- território e a adesão. Haverá “retrabalhos” após anos investindo. ESFs resistiram, imaginando sobrecargas e a atuação do NASF-SM por intenções “duvidosas”, mas cederam. Tal atitude vem da formação deficitária transdisciplinar e com redes, além da “politica” de empregabilidade do Brasil.
Conclusões e/ou Recomendações Conclui-se que esta iniciativa contribua para prevenção e promoção da Saúde Mental na Atenção Básica, ampliando cuidados com cuidador e usuário e a resolutividade das ações em rede. Sugere-se o uso da TCI por NASF e outras equipes, para melhoria da qualidade de vida no trabalho e diminuição do surgimento e agravamento de doenças mentais. Faz-se importante a continuidade do Projeto e de estudos científicos para obtenção de maiores resultados.
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