27/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC29d - Cuidado em saúde mental: redes, linhas e dispositivos de cuidado |
28728 - ATENÇÃO REALIZADA PELA EQUIPE DE SAÚDE À PESSOA EM CRISE EM SAÚDE MENTAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA DANIELE RIBEIRO DE SOUZA - UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA, LAIO MAGNO SANTOS DE SOUSA - UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA, GEORGE AMARAL SANTOS - UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
Apresentação/Introdução A atenção à pessoa em crise em saúde mental permanece como um desafio para a nova perspectiva de cuidado defendida na reforma psiquiátrica brasileira. Desse modo, faz-se necessário a discussão sobre a reorientação da atenção da equipe de saúde à pessoa em crise.
Objetivos Analisar os estudos publicados sobre a atenção à pessoa em crise em saúde mental pela equipe de saúde no Brasil.
Metodologia Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada durante o período de fevereiro e outubro de 2017, nas bases de dados da SciELO e da Biblioteca Virtual em Saúde. Os critérios de inclusão foram: ser relato de pesquisa que abordasse o tema e trabalhos disponíveis na íntegra. Para sistematizar o processo de revisão foi utilizado o guideline PRISMA. Foram incluídos seis artigos da BVS e dez artigos da SciELO, totalizando 16 artigos na análise. Três categorias emergiram na análise: aspectos estruturais que afetam a atenção à pessoa em crise; abordagem manicomial: contenção, medicalização e violência; abordagem substitutiva: a atenção psicossocial.
Resultados A atenção à pessoa em crise é marcada pela influência do modelo biomédico, com ações baseadas em protocolos e medidas de contenção. Os profissionais de saúde relatam a necessidade de estruturas físicas e de pessoal nos moldes psiquiátrico hospitalocêntrico. Como no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) tal estrutura é insuficiente, não conseguem produzir um cuidado consoante à atenção psicossocial. Além disso, apontam para a ausência de atividades de educação permanente e reflexão sobre suas práticas. Estudos que registram tecnologias psicossociais de atenção à crise, citam a humanização, o acolhimento e o plano terapêutico individual como estratégias do CAPS para coordenar o cuidado.
Conclusões/Considerações Observa-se uma convivência entre dois modelos de atenção à pessoa em sofrimento psíquico, revelando que apesar das mudanças direcionadas ao paradigma psicossocial ainda há uma disputa no nível técnico-assistencial. Os estudos indicam a necessidade de educação permanente nos serviços de saúde mental, da criação de concursos específicos para essa área e a ampliação do financiamento para criação e fortalecimento dos CAPS.
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