28/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC29f - Álcool e Drogas - Estudantes e população jovem / Álcool e Drogas - Formação, educação e metodologias |
23454 - CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS EM BINGE E SUA ASSOCIAÇÃO COM O CONSUMO DE ENERGÉTICOS POR ADOLESCENTES: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO JONATHAN LOPES DE LISBOA - UFMG, PAULA LIMA DE BASTOS LOURENÇO - UFMG, LUANA VASCONCELLOS ALVARENGA - UFMG, MARIANA OLIVEIRA GUIMARÃES - UFMG, RAQUEL GONÇALVES VIEIRA-ANDRADE - UFMG, RAQUEL CONCEIÇÃO FERREIRA - UFMG, PATRICIA MARIA ZARZAR - UFMG
Apresentação/Introdução O consumo de cinco doses de bebida alcoólica em uma única ocasião, definido como binge drinking, tem sido prática comum entre os adolescentes podendo conferir maior vulnerabilidade à intoxicação, dependência e depressão. Pesquisas têm mostrado que o uso de energéticos pode favorecer esse consumo, uma vez que são capazes de melhorar o sabor e amenizar os efeitos depressores do álcool.
Objetivos Avaliar a frequência do consumo de bebidas alcoólicas em binge entre adolescentes e sua associação com o consumo de energéticos.
Metodologia Estudo exploratório realizado entre setembro e dezembro de 2017 de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil entre uma amostra de adolescentes matriculados do 5º ao 7º ano em sete escolas públicas. Um formulário contendo questões socioeconômicas (renda familiar, escolaridade da mãe e IVS) foi enviado aos pais/responsáveis. Em sala de aula, os estudantes preencheram o teste para identificação de problemas relacionados ao uso do álcool (AUDIT-C), questões sobre o consumo de energéticos e de bebidas alcoólicas pelos pais e pelo melhor amigo. Realizou-se análise descritiva, teste Qui-quadrado e exato de Fisher, além de regressão logística univariada e multivariada (p<0,05; 95%IC).
Resultados Dos 226 adolescentes participantes, 53,1% era do sexo feminino e 55,6% apresentava entre 12-16 anos. A frequência do consumo em binge no último mês foi de 12,8% e do consumo de energéticos de 23,9%. Relataram ter experimentado bebidas alcoólicas pela primeira vez entre 2-5 anos (7%), 6-9 anos (23,1%) e 10-15 anos (28,2%). Não houve associação significativa de consumo em binge com sexo (p=0,523), renda familiar (p=0,634) e IVS (p=0,600). Adolescentes que faziam consumo de energéticos (OR=4,7; 1,9-11,5), cujas mães (OR=4,0; 1,6-10,1) e melhor amigo (OR=3,0; 1,1-7,6) consumiam álcool em binge, e mães com oito anos ou menos de estudo (OR=2,5; 1,1-5,6) apresentaram maior chance de consumir binge.
Conclusões/Considerações O consumo de álcool em binge pelos adolescentes esteve associado com o consumo de energéticos, a escolaridade da mãe e o consumo de bebidas alcoólicas em binge pela mãe e pelo melhor amigo, independentemente dos fatores socioeconômicos (sexo, renda familiar e IVS).
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