28/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC29i - Reabilitação psicossocial e recovery / Prevenção de adoecimento e promoção da saúde |
23072 - ADAPTAÇÃO E VALIDAÇÃO DO RECOVERY SELF ASSESSMENT-RSA- R NO BRASIL (VERSÃO FAMÍLIA) LEIDY JANETH ERAZO CHAVEZ - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, MARIANA BARBOSA PEREIRA - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, ÉLLEN CRISTINA RICCI - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, ROSANA TERESA ONOCKO-CAMPOS - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, EHIDEE ISABEL GOMEZ LA ROTTA - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, EROTILDES MARIA LEAL - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Apresentação/Introdução A OMS estimula a redefinição dos serviços em saúde mental para que promovam recovery. Isto implica que os serviços implementem práticas para que os usuários e a suas famílias tenham uma vida significativa além da doença. No Brasil, os serviços carecem de avaliações de resultados, dentre eles se estão sendo orientados para o recovery. É importante fornecer instrumentos que ajudem na construção dessa avaliação.
Objetivos O objetivo desta pesquisa é adaptar e validar o instrumento Recovery Selft Assessment RSA-R (versão para familiares) para o Brasil, que avalia grau em que os serviços implementam práticas orientadas ao recovery, foi desenvolvido na Universidade de Yale.
Metodologia Trata-se de um estudo transversal que adotou sete etapas para adaptação transcultural: 1) preparação; 2) tradução; 3) retrotradução; 4) avaliação por cinco especialistas; 5) adequação semântica através de grupos focais com familiares; 6) teste do instrumento com 10 familiares; 7) validação com uma amostra de 200 a 400 familiares de usuários inseridos na RAPS no município de Campinas (esta última fase ainda está em andamento). O instrumento original possui 40 itens que avaliam se os familiares de pessoas com transtornos mentais percebem que os serviços onde eles estão sendo acompanhados se orientam para o recovery. As alternativas de resposta estão dispostas em escala tipo Likert de 5 pontos.
Resultados Foram feitas quatro modificações ao instrumento: 1) uma nova forma de aplicação por um entrevistador, e não de autoaplicação, como é a escala original. 2) Nomeação de todas as alternativas de resposta; na escala original só eram nomeados seus extremos. 3) Redação dos itens em linguagem simples, foi preciso envolver um especialista em educação popular para atingir esse objetivo. 4) Divisão da escala em duas partes, devido a que 32 itens estavam relacionados à percepção do familiar sobre o atendimento do usuário e os 8 itens restantes estavam formulados em primeira pessoa, indagando a própria experiência como familiar, o que gerava confusão na hora de responder.
Conclusões/Considerações Buscamos disponibilizar um instrumento que ajude na avaliação de resultados dos serviços de saúde mental no Brasil, especificamente do grau em que se implementam práticas que favorecem o recovery do usuário a partir da percepção de seus familiares. Também permitirá avaliar se os serviços vinculam o familiar e orientam suas práticas para recovery do próprio familiar, que também passa por um processo similar de recuperação.
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