28/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC29i - Reabilitação psicossocial e recovery / Prevenção de adoecimento e promoção da saúde |
23141 - BEM ESTAR SUBJETIVO E HABITAÇÃO SAUDÁVEL: UMA NOVA VERTENTE PARA A APLICAÇÃO DO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA (WHOQOL-100) CARLA CAROLINE INOCÊNCIO - UNIVERSIDADE DO VALE DO PARAÍBA (UNIVAP), EDUARDO GUADAGNIN - UNIVERSIDADE DO VALE DO PARAÍBA (UNIVAP), BEATRIZ FERREIRA DE CARVALHO - UNIVERSIDADE DO VALE DO PARAÍBA (UNIVAP), CAROLINA FARACO CALHEIROS MILANI - UNIVERSIDADE DO VALE DO PARAÍBA (UNIVAP), GABRIELE SILVA LIMA - UNIVERSIDADE DO VALE DO PARAÍBA (UNIVAP), PAULA VILHENA CARNEVALE VIANNA - UNIVERSIDADE DO VALE DO PARAÍBA (UNIVAP)
Apresentação/Introdução O bem estar subjetivo, fator constituinte da qualidade de vida, é crescentemente incorporado a pesquisas em diferentes campos, que evidenciam a importância dessa dimensão para a saúde. A qualidade da habitação compreendida como lar, moradia e ambiente, lugar onde as pessoas experimentam a maior parte de suas vivências, também deve ser considerada como item chave para uma vida saudável.
Objetivos Analisar a relação entre a avaliação subjetiva de qualidade de vida e bem estar e a satisfação com a habitação entre pessoas residentes em conjunto habitacional na periferia de cidade sede de região metropolitana paulista.
Metodologia Pesquisa quantitativa, realizada pela aplicação de dois instrumentos a 102 moradores de conjunto habitacional na região norte do município de São José dos Campos, SP, constituído por 256 moradias. O questionário de Qualidade de Vida da OMS WHOQOL-100 foi analisado nos domínios psicológico e meio ambiente, compostos por cinco e oito facetas, respectivamente. Os escores foram computados de 0 a 100. Valores mais próximos de 100 correspondem à melhor percepção da qualidade de vida. Agregou-se ao questionário a questão: “Cite uma palavra que represente o que você sente pela sua casa e outra pelo bairro”. Para análise, as respostas foram classificadas em representação positiva, negativa e outras.
Resultados A percepção de qualidade de vida foi relativamente baixa (59,5), sendo o domínio psicológico bem avaliado (61,5) e o domínio ambiente o pior avaliado (45,6). A percepção subjetiva combina vivência de sentimentos positivos (61,2) e negativos (48,0). A preocupação com a vida foi referida por 61,0% dos entrevistados. No domínio ambiente, foram mal avaliadas as facetas segurança física e proteção (42,0), ambiente físico (42,0) e ambiente no lar (43,1), embora as características do lar correspondam às necessidades para 55,6% das pessoas. Na questão sobre a representação, a casa foi avaliada positivamente (75,4% das respostas), com resultado inverso para o bairro (73,5% de representação negativa).
Conclusões/Considerações Apesar de preocupados, os entrevistados avaliam positivamente sua subjetividade. As palavras “lar”/“casa” parecem se associar a sentimentos positivos e sensação de bem estar, o que pode influenciar positivamente o domínio psicológico, apesar da insatisfação com o bairro e ambiente nesse conjunto habitacional. O bem estar psicológico, a habitação saudável e a qualidade de vida são fatores importantes a serem trabalhados nas políticas habitacionais.
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