28/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC29i - Reabilitação psicossocial e recovery / Prevenção de adoecimento e promoção da saúde |
24055 - ÁREAS VERDES URBANAS E TRANSTORNOS MENTAIS COMUNS: ESTUDO PRÓ-SAÚDE, RIO DE JANEIRO, BRASIL PATRÍCIA AMADO BARRETO - UERJ, ISMAEL HENRIQUE DA SILVEIRA - UERJ, WASHINGTON LEITE JUNGER - UERJ, CLAUDIA DE SOUZA LOPES - UERJ, EDUARDO FAERSTEIN - UERJ
Apresentação/Introdução Diversos estudos apontam que a disponibilidade de áreas verdes no ambiente vizinho à moradia possui o potencial de provocar a sensação de relaxamento, bem-estar, coesão social e promover a prática de atividades físicas. No entanto, a maioria dos estudos se concentraram em países de alta renda, havendo pouca evidência desta associação nos países em desenvolvimento, como o Brasil.
Objetivos Investigar a associação entre áreas verdes no entorno da residência e a ocorrência de transtornos mentais comuns (TMC) entre adultos, residentes no município do Rio de Janeiro.
Metodologia Estudo seccional, que incluiu 2.584 participantes da fase 3 do Estudo Pró-Saúde (2006), residentes no Rio de Janeiro. A ocorrência de TMC foi medida através do General Health Questionnaire. A exposição ao verde ao redor da residência foi medida por meio do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) máximo, constituído por imagens de satélite, em buffers com raios de 100, 200, 300, 400, 500, 1000 e 1500 metros. Foram estimadas razões de chances (RC) e seus intervalos de 95% de confiança por meio de modelos de regressão logística, ajustados por variáveis individuais (sexo, idade, número de dependentes, renda familiar, escolaridade), com e sem a prática de atividades físicas.
Resultados A prevalência de TMC foi de 30% entre os homens e 39% entre as mulheres. De modo geral, as RC ajustadas foram menores entre os expostos aos quartis mais elevados do NDVI máximo, em comparação ao mais baixo. Considerando a exposição medida em buffers de 1000 metros, foram observadas RC de 0,80 (0,64 – 1,02), 0,76 (0,60 – 0,96) e 0,83 (0,65 – 1,05) para os expostos, respectivamente, aos quartis 2, 3 e 4 do NDVI. A inclusão da informação sobre atividade física pouco alterou os valores das RC. Para os expostos aos quartis 2, 3 e 4 do NDVI em buffers de 1000 metros, as RC após inclusão da atividade física foram, respectivamente, 0,80 (0,63 – 1,01), 0,76 (0,60 – 0,96) e 0,86 (0,67 – 1,10).
Conclusões/Considerações A chance da ocorrência de TMC foi menor entre residentes de locais mais verdes, conforme achados de diversos estudos realizados em outras cidades, corroborando a hipótese inicial deste estudo. Os resultados indicam o potencial efeito protetor das áreas verdes, e que esses efeitos podem se dar por vias que estão além da prática de atividades físicas.
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