28/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC29i - Reabilitação psicossocial e recovery / Prevenção de adoecimento e promoção da saúde |
26640 - LIVRE, LEVE E SOLTO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE AÇÕES DE OFICINAS QUE PROMOVAM A INCLUSÃO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO (TEA) NA COMUNIDADE FERNANDA ABREU MANGIA DE SOUZA - PSICÓLOGA CAPSI-PMI E MESTRANDA EM SAÚDE COLETIVA UFF, SAMHIRA VIEIRA FRANCO DE SOUZA - ENFERMEIRA E MESTRANDA EM SAÚDE COLETIVA UFF, PATRICIA NOGUEIRA DA SILVA - ASSISTENTE SOCIAL E EDUCADORA SOCIAL CAPSI - PMI, MONIQUE AMARAL SAVAGET - NUTRICIONISTA/ CAPSI- PMI, SABRINE SILVA DA ROCHA - ASSISTENTE SOCIAL CAPSI- PMI, ERIKA TAVEIRA THEML BATISTA - MÉDICA PSIQUIATRA CAPSI- PMI, LUCIENE NOVAES DOS SANTOS DE ALMEIDA - PSICÓLOGA CAPSI- PMI, ESTER MONTEIRO ACYLINO - FONOAUDIÓLOGA E MESTRANDA EM SAÚDE COLETIVA UFF
Período de Realização Início das atividades em Oficinas em grupo em maio de 2017.
Objeto da Experiência Desenvolvimento da interação social e utilização de espaços públicos por crianças com e sem Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) do CAPSi de Itaboraí, RJ.
Objetivos Desenvolver a interação social entre as crianças com TEA, suas famílias e comunidade; Promover ações de cuidado e inclusão em seu território; Fazer parcerias entre rede de atenção psicossocial e comunidade, fortalecendo vínculo, intersetorialidade e a Rede de Atenção Psicossocial.
Metodologia Através de oficinas em grupo, foram realizadas atividades lúdicas com materiais diversos para facilitar modos de expressão singulares, desenvolvendo interação social. Para proporcionar a mesma vivência em comunidade, foi realizada visita a Biblioteca Municipal, com estimulação de leitura e contação de histórias. Participaram também crianças sem TEA, familiares e profissionais de saúde e assistência social. Foram feitas reuniões para discussão do encontro e planejar futuros eventos.
Resultados Oficinas com crianças com TEA permitem a interação social. Práticas desenvolvidas fora do espaço restrito ao Capsi, com a participação de crianças sem TEA, evidencia a importância de ações inclusivas que se estendam para o território, fortalecendo a rede de atenção psicossocial e sua articulação com a comunidade. A partir desse encontro externo, originaram-se debates com frequência bimestral entre profissionais e os familiares a respeito de direitos e potencialidades de crianças com autismo.
Análise Crítica A realização de atividades em grupo dentro e fora do Capsi possibilita ultrapassar diversas barreiras. Além de avançarmos no limite geográfico, a ação intersetorial no território promove a desconstrução de atitudes preconceituosas, saindo de uma atitude que rotule crianças com TEA, visto que todas podem conviver na comunidade e espaços públicos, possibilitando a afirmação da autonomia e inclusão.
Conclusões e/ou Recomendações Ações em saúde mental precisam ser tecidas em rede, através da interdisciplinaridade e de uma realidade integrada a políticas públicas, com qualidade de vida para crianças e suas famílias. É necessário articular saúde mental à saúde coletiva, para construção da cidadania, integralidade do cuidado, intersetorialidade, equidade e participação social, em consonância com o SUS, privilegiando o desenvolvimento de estratégias de promoção da saúde.
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